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Como ajudar a criança a vencer a timidez

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Como ajudar a criança a vencer a timidez

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Toda criança gosta de fazer novos amigos, brincar e conversar com outras pessoas, certo? Na verdade não. A timidez também faz parte do universo infantil, e, muitas vezes, ela é um desafio para as interações sociais, podendo prejudicar o desenvolvimento do pequeno.

Por isso, é importante identificar os traços de uma criança tímida o quanto antes. Afinal, em alguns casos, são necessários alguns estímulos para que essa característica da personalidade não se torne um problema hoje ou no futuro.

Entretanto, é preciso adotar as medidas adequadas para lidar com a timidez da criança, pois algumas ações podem intensificá-la. Neste artigo, trazemos dicas de como fazer isso, explicamos por que essa abordagem é importante e quando é necessário procurar ajuda profissional. Continue lendo!

 

A importância de identificar a timidez nas crianças

A inibição comportamental, mais conhecida como timidez, é uma característica presente tanto em pessoas adultas quanto em crianças. Não há nada de errado em ser um pouco tímido, porque algumas pessoas realmente são mais reservadas e não gostam muito de conversar, ou são introvertidas.

No entanto, a timidez é diferente da introversão. Ela se relaciona com as sensações de medo, ansiedade e inibição, seja com pessoas, lugares ou situações novas e desconhecidas. Uma criança tímida geralmente tem um comportamento diferente quando está em casa, em seu círculo familiar, e quando está fora do lar.

É muito importante que os pais e responsáveis identifiquem se a criança é tímida para que possam trabalhar esse aspecto da personalidade dela. A intenção é evitar que a timidez traga prejuízos para o seu desenvolvimento e formação.

Afinal, o comportamento tímido impede o pequeno de interagir com os colegas na escola e com o professor, participar de brincadeiras e fazer novos amigos, entre outras situações fundamentais para suas habilidades sociais.

Assim, os adultos têm um papel fundamental para identificar quando a timidez infantil vai além dos limites aceitáveis. Cabe a eles ajudar o pequeno a vencer essa barreira, além de analisar quando é necessário procurar ajuda profissional porque a característica está se tornando um problema.

 

Afinal, como os pais e responsáveis podem lidar com crianças tímidas?

O desenvolvimento infantil como um todo depende de estímulos, e isso não é diferente quando se trata da timidez. A criança também precisa trabalhar sua autoestima e autoconfiança para compreender aquilo que sente, lidar com as próprias emoções e interagir com o mundo e as pessoas ao seu redor.

Estas ações dependem bastante dos pais e responsáveis, já que a família é o primeiro círculo social com o qual o pequeno tem contato. Além disso, a criança cultiva uma relação de confiança com esses adultos. Assim, a ação deles é essencial para que ela possa vencer a timidez. Veja a seguir o que você pode fazer para alcançar esse objetivo.

 

Incentive atividades em grupo

As crianças tímidas têm vontade de brincar e interagir com os outros, mas se sentem inibidas para isso. Portanto, é interessante incentivar a interação para que o pequeno ganhe confiança e perca o medo. A princípio, prefira grupos menores para ele se soltar aos poucos.

 

Não menospreze os sentimentos dela

É fundamental ter em mente que cada pessoa tem a sua própria personalidade e que os filhos não são iguais aos pais. Sendo assim, os sentimentos do pequeno não podem ser menosprezados, porque isso gera impactos na saúde mental infantil. A criança precisa de suporte e apoio para entender o que sente, e as recriminações não trazem benefícios nem evoluções.

 

Converse sobre o que provoca a timidez

Mantenha um diálogo com o pequeno sobre as situações que o deixam mais desconfortável. Além de demonstrar o seu interesse pelo que ele sente, juntos vocês podem encontrar soluções para essas dificuldades sem que a criança se sinta constrangida.

 

Reforce a autoestima e a autoconfiança

Reconhecer as próprias qualidades é uma das formas de elevar a autoestima e ganhar autoconfiança. Esses dois aspectos são importantes para as interações interpessoais e podem ajudar o pequeno a vencer a timidez, pois ele não terá medo de ser julgado nem se sentirá inferior ou diferente dos demais.

 

Estimule a autonomia

A criança que tem autonomia se sente mais segura e confiante em relação ao próprio potencial. Ela também amadurece, e isso a ajuda a lidar com os próprios sentimentos e interagir melhor com os demais. Então, incentive o pequeno a cuidar de si mesmo, como nos hábitos de higiene pessoal, e também a realizar pequenas tarefas em casa.

 

Não force situações

Submeter a criança às situações que despertam a timidez não é a melhor abordagem para ela vencer essa limitação. Na verdade, você obterá o efeito contrário, porque ela se sentirá ainda mais constrangida e insegura, já que não sabe como lidar com essas situações. Portanto, tenha paciência e aja com calma, respeitando o tempo do pequeno.

 

Evite comparações

Fazer comparações referentes a qualquer aspecto não é saudável para uma criança. Isso desperta ainda mais insegurança e pode trazer sentimentos de frustração e inferioridade. Lembre-se de que cada pessoa é única, por isso, o ideal é ajudar o pequeno a despertar a melhor versão de si mesmo, sem se parecer com quem quer que seja.

 

Reconheça pequenas mudanças

Um pequeno passo é uma grande evolução para vencer a timidez. Sendo assim, você alcançará bons resultados reconhecendo cada esforço da criança, por menor que ele seja. Essa atitude positiva é uma injeção de ânimo para ela e ajuda a despertar a sua autoconfiança.

 

Quando procurar ajuda profissional

Embora todas essas estratégias e abordagens promovam bons resultados, em alguns casos elas podem não ser suficientes. Isso porque algumas crianças tímidas têm essa característica muito intensificada, provocando o isolamento social.

A ajuda profissional deve ser procurada quando o pequeno sempre prefere brincar sozinho, realmente não consegue se relacionar com ninguém e precisa dos pais ou responsáveis para tudo. É preciso se preocupar, também, quando ele parece não encontrar diversão em nenhuma atividade e não demonstra iniciativa.

Esses são sinais de que a timidez já está provocando algum tipo de sofrimento. Isso acontece porque as crianças tímidas geralmente são bastante exigentes consigo mesmas, mas não conseguem encontrar formas de mudar aquilo que as incomoda, então, se fecham cada vez mais em seu mundo.

Esse comportamento gera angústia e ainda mais ansiedade cada vez que o pequeno percebe que perdeu uma boa oportunidade por ser tímido. São situações que, no futuro, trarão grandes prejuízos, abalando a saúde mental, dificultando relações profissionais e provocando até mesmo fobia social.

Nunca é cedo para os pais e responsáveis começarem a trabalhar a timidez da criança. Quanto antes ela aprender a lidar com os próprios sentimentos e emoções, melhor, pois estará trabalhando suas habilidades socioemocionais. Assim, vai interagir com as pessoas e com o mundo de forma mais saudável, alcançando um desenvolvimento pleno.

 

A gestão da emoção no combate à timidez

A gestão da emoção é uma competência socioemocional que gera diversas habilidades como saber reconhecer as emoções e seus efeitos, ter autocontrole, conseguir gerenciar o estresse e a ansiedade, além de motivar pensamentos e atitudes positivas.

Isso é o que chamamos de inteligência emocional.

Crianças que sabem lidar com suas próprias emoções e as dos outros tornam-se adultos bem-sucedidos pessoalmente e profissionalmente.

Desenvolver essa capacidade nas crianças depende de um trabalho conjunto dos educadores e, principalmente, dos pais ou seus cuidadores.

Para o psiquiatra e escritor Augusto Cury, se as crianças e jovens aprendessem desde cedo a gerenciar as emoções, a humanidade seria outra, mais feliz e saudável.

Além disso, teríamos pensadores, e não repetidores de informação, com senso de observação, capacidade de se reinventar, de pensar a médio e longo prazo, de perceber as necessidades dos outros, de trabalhar perdas e frustrações, de reciclar falsas crenças.

Eles ainda seriam generosos, tolerantes, ousados, disciplinados, indagadores, carismáticos, empáticos e sonhadores.

Infelizmente, as crianças e jovens de hoje estão carentes de inteligência emocional. Mas, afinal, como desenvolvê-la?

 

Inteligência emocional por meio da leitura e do lazer em família

Se crianças e jovens estão carentes de inteligência emocional e se as competências socioemocionais são essenciais para um desenvolvimento saudável, precisamos mudar esta realidade.

Afinal, quando aprendemos desde a infância que devemos e podemos administrar a emoção e filtrar estímulos estressantes para contemplar o belo, libertar a criatividade, fomentar a generosidade, debelar o medo, dissipar a insegurança, controlar o instinto da agressividade, vivemos bem melhor.

Então, como desenvolver a inteligência emocional nos pequenos?

A resposta é simples. Por meio de um tempo de qualidade em família e com as ferramentas certas.

Essas ferramentas têm como base as brincadeiras e leituras compartilhadas entre adultos e crianças, além do diálogo.

A brincadeira não é apenas um motivo de diversão na infância. Ela é também a principal forma de aprendizagem. Brincando, as crianças melhoram sua coordenação motora, desenvolvem a memória, ganham mais consciência corporal e aperfeiçoam as funções executivas do cérebro.

Além disso, a ludicidade ajuda a aumentar a criatividade e a ensinar valores essenciais sobre as regras de convivência com os outros. Ou seja, ela é indispensável para um crescimento saudável durante os primeiros anos de vida.

Já a leitura também aguça a criatividade e amplia o vocabulário e a visão de mundo.

Os livros também trazem ganhos para a concentração e memória, além de trabalhar a cognição e as competências socioemocionais. Assim, ajudam os pequenos a lidarem melhor e a entenderem os próprios sentimentos.

A leitura é uma ótima ferramenta para desenvolver a Inteligência Emocional, principalmente quando é feita em conjunto, pais e filhos envolvidos na história. Desta forma, além de incentivar as crianças a gostar de ler, esses momentos promovem a união e estreitam os laços familiares.

E, por meio de brincadeiras e leituras compartilhadas, a família tem momentos de muito diálogo.

Precisamos retomar a cultura do sentar-se à mesa para comer e falar sobre o dia de cada um e, principalmente, conversar sobre sentimentos.

 

Brincadeira, leitura e diálogo

O Clube Auge reuniu essas três ferramentas – brincadeira, leitura e diálogo – em materiais exclusivos com o objetivo de promover a união da família e, assim, formar seres humanos melhores para um novo mundo.

Como funciona o Clube Auge?

Todo mês, nossos assinantes recebem um livro, um jogo e uma revista. Todos os materiais são desenvolvidos por psicólogos e pedagogos. Conheça:

 

Livro
Cada narrativa aborda uma competência e muitas habilidades socioemocionais.

As histórias acontecem na floresta com uma turminha de animais muito animada e especial. Juntos, os personagens passam por experiências e aprendem a lidar com suas emoções, como expressá-las, quais são seus impactos no bem-estar e na qualidade das relações que estabelecem uns com os outros.

 

Jogo das Emoções
O jogo trabalha as quatro emoções básicas – alegria, tristeza, raiva e medo. Além disso, traz um bate-papo de interação com os comportamentos saudáveis e não saudáveis da Turma Auge. De forma divertida, você estimula o desenvolvimento pessoal de seu filho!

 

Revista da Família
Na Revista da Família, você encontra informações sobre a importância das competências socioemocionais. Há ainda dicas, técnicas e ferramentas para enriquecer o aprendizado da família no dia a dia.

Com a leitura da revista, os pais podem explorar ainda mais as competências socioemocionais trazidas por meio da narrativa e do Jogo das Emoções.

Dependendo do plano escolhido, as famílias ainda recebem o Caderno de Desafios Socioemocionais e acesso a dois aplicativos.

 

Resultado? Seu pequeno aprende de uma maneira natural e interativa, o que faz dele uma criança com senso crítico, capaz de gerir suas emoções, combater a timidez e se relacionar de forma saudável com as pessoas. Já os pais reforçam o vínculo afetivo, de amizade e de confiança com seus filhos. É uma experiência mágica para toda família!

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