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TDAH: saiba as causas, os sintomas e o que fazer diante do diagnóstico

tdah déficit de atenção menino em sala da aula

TDAH: saiba as causas, os sintomas e o que fazer diante do diagnóstico

tdah déficit de atenção menino em sala da aula

Aproximadamente 5% das crianças brasileiras apresentam o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Mas, segundo pesquisas, apenas 20% delas têm o diagnóstico e passam por algum tipo de tratamento. As outras sofrem em silêncio.

A principal explicação para esta falta de diagnóstico é o pensamento errôneo de pais, professores e responsáveis de que o TDAH não existe. Eles julgam a criança como mal educada, sem limites ou que não gosta de estudar. Infelizmente, são muitas pessoas que pensam desta maneira.

Contudo, o TDAH existe e é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E mais: falta de limite ou má educação não são critérios para o diagnóstico deste transtorno.

Neste artigo, reunimos as principais informações sobre o assunto. Você vai saber quais são as possíveis causas do TDAH, os sinais deste transtorno e o que fazer diante do diagnóstico. Continue lendo.

 

O que é o TDAH?

TDAH

“Essa criança não recebeu limites dos pais”. “Ela é mal educada”. “Os pais não são rígidos, por isso ela não gosta de estudar”. Essas são algumas frases frequentes relacionadas às crianças com TDAH e aos pais delas.

Por acreditarem que o mau comportamento é culpa da personalidade da criança ou porque não souberem educar seus filhos, muitos pais não buscam ajuda especializada para entender o que se passa com a criança e ajudá-la.

Assim, não dão oportunidade ao filho de receber o tratamento adequado. Apesar de não ter cura, há métodos de amenizar os sintomas. Vamos falar mais sobre isso adiante.

Primeiro, é preciso deixar claro o que é o TDAH.

O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e, em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo por toda a sua vida, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

Como já citado na introdução deste artigo, falta de limite e má educação não são critérios para diagnóstico de TDAH.

Um mau rendimento escolar também não está necessariamente associado ao TDAH. Há diversas outras causas para a criança não gostar de aprender.

Mas, então, o que caracteriza esse transtorno?

Na verdade, o próprio nome já carrega as principais características do TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade.

É certo que todo mundo pode ter momentos de desatenção, ser um pouco hiperativo e tomar atitudes impulsivas. Entretanto, para pessoas com TDAH, esses sintomas são frequentes e prejudicam relacionamentos, estudos e trabalho.

A seguir, explicaremos melhor os sintomas deste transtorno. Acompanhe.

 

Os principais sintomas do TDAH

Desatenção, hiperatividade e impulsividade são os três principais sintomas do TDAH. O quanto antes pais, professores e responsáveis os identificarem, maior a chance de a criança receber o tratamento adequado para que a vida dela não seja tão afetada pelo transtorno.

 

Desatenção

Crianças com TDAH têm facilidade para se distrair. Estímulos externos mínimos, como barulhos, movimentações de pessoas ou até insetos fazem com que elas percam o foco completamente. Isso prejudica o processo de aprendizado, uma vez que elas não conseguem prestar atenção nas aulas por muito tempo e, assim, perdem muito conteúdo.

A falta de atenção também faz as crianças com TDAH perderem objetos com facilidade porque elas simplesmente se esquecem de onde os guardaram.

 

Hiperatividade

Crianças com TDAH não conseguem parar de se mexer. Elas têm necessidade de uma movimentação contínua de mãos e pés. Então, não conseguem ficar muito tempo sentadas na sala de aula, por exemplo.

Por isso, elas têm dificuldade de concentração e também são impacientes. Assim, não conseguem finalizar as tarefas. Na primeira oportunidade, se levantam, correm, brincam e até sobem nas cadeiras ou fazem outros comportamentos inapropriados.

 

Impulsividade

Como costumam ser impacientes, crianças com TDAH são também impulsivas. Elas ficam irritadas em filas, respondem antes do final de perguntas e interrompem as pessoas que conversam com elas com muita frequência.

A falta de paciência delas também é responsável por comportamentos explosivos e até agressivos. E, por isso, geralmente essas crianças estão envolvidas em brigas na escola.

Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos.

Esta característica das meninas torna o diagnóstico delas de TDAH mais difícil. Enquanto o comportamento dos meninos incomoda as pessoas ao redor, as meninas, que apresentam apenas o sintoma de desatenção, costumam ficar quietas. Elas não dão trabalho como os meninos.

Contudo, elas sofrem por isso. As meninas com TDAH se sentem angustiadas por não dar conta de acompanhar as aulas, por exemplo. Afinal, elas percebem que são diferentes dos colegas.

Por chamarem menos atenção que os meninos com TDAH, as meninas com esse transtorno exigem uma observação mais atenta dos responsáveis. As notas baixas na escola podem ser um indício importante.

 

TDAH X Autismo

TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade costuma ser confundido por algumas pessoas com o autismo. No entanto, há diferenças entre esses dois transtornos e é importante saber identificá-las para não atrasar a intervenção adequada a cada caso.

A principal diferença do autismo para qualquer outro transtorno, inclusive o TDAH, é o prejuízo da interação social.

Crianças com TDAH interagem bem. Elas podem até ter um atraso na fala, o que pode gerar certa dúvida quanto ao autismo, mas isso ocorre pela desatenção e não prejudica os relacionamentos sociais.

Autistas podem ter déficit de atenção também. Na verdade, eles não costumam prestar atenção no que o outro fala, não olham no olho, o que passa a impressão de que são desatentos. Mas, na realidade, isso está relacionado ao prejuízo da interação social.

Para saber mais sobre autismo, leia o artigo O autismo não espera: como pais e professores devem agir.

 

Quais são as causas do TDAH?

O cérebro é dividido em diversas partes, entre elas, está a região frontal orbital. Esta é responsável pelo controle e inibição de comportamentos inadequados, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

As pessoas com TDAH têm alterações nesta região e no funcionamento de um sistema de substâncias químicas, chamadas neurotransmissores, que passam informações entre os neurônios.

Pesquisas investigam causas para estas alterações nos neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina) da região frontal do cérebro e suas conexões.

A principal causa apontada pelos estudos até agora é a hereditariedade. Ou seja, em família nas quais há pessoas com TDAH é mais frequente o nascimento de crianças com este transtorno que em famílias que não têm parentes com TDAH.

No entanto, é importante ressaltar que o TDAH, assim como a maioria dos transtornos do comportamento, não está relacionado a apenas um único gene. Então, não podemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética.

Há ainda outras possíveis causas do TDAH como fumo e ingestão de bebida alcoólica durante a gestação e a intoxicação por chumbo na infância.

 

As consequências do TDAH para o futuro da criança

Há um mito de que os sintomas do TDAH desaparecem espontaneamente no final da adolescência e início da vida adulta. No entanto, não é bem isso que ocorre.

Na verdade, crianças hiperativas tornam-se adultos apressados, que assumem inúmeras tarefas sem conseguir finalizar a maioria delas, com dificuldades de planejamento, de seguir metas e de se organizar.

Apesar de os sinais da hiperatividade não serem tão claros e incômodos aos outros como eram na infância, os sintomas de desatenção tendem a persistir por toda a vida se a pessoa não seguir um tratamento adequado. E a falta de atenção compromete os rendimentos acadêmico e profissional, além de prejudicar as relações sociais e de ser uma causa importante de acidentes domésticos.

Quando não tratado, o TDAH ainda afeta a autoestima e aumentas os riscos de ansiedade, de depressão e de uso abusivo de álcool e drogas.

 

Como é o tratamento?

TDAH

O diagnóstico do TDAH é feito principalmente pela avaliação clínica de especialistas como psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Há alguns testes neuropsicológicos que também podem ser feitos.

Quando diagnosticado, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para não comprometer o presente e futuro da criança.

O tratamento é um conjunto de ações: terapias; medicamentos para regulação das funções neuroquímicas, quando necessário; informação sobre o transtorno; e ambiente familiar bem estruturado.

Inclusive, para alguns casos de TDAH menos intensos, quando a família tem uma participação ativa no desenvolvimento da criança há grande chance de ela crescer sem prejuízos nítidos na sua qualidade de vida.

 

Como a família deve agir para proporcionar uma boa qualidade de vida às crianças com TDAH

A educação socioemocional é a principal ferramenta para aprimorar as relações da criança com o mundo. Ela também é bastante eficaz para fortalecer o vínculo familiar. E como já citamos, um ambiente familiar bem estruturado é peça fundamental para um tratamento bem-sucedido de TDAH.

Se a educação socioemocional é a base de tudo, como aplicá-la em casa com as crianças?

Por meio de brincadeiras, leitura e diálogo.

A brincadeira não é apenas um motivo de diversão na infância. Ela é também a principal forma de aprendizagem. Brincando, as crianças melhoram sua coordenação motora, desenvolvem a memória, ganham mais consciência corporal e aperfeiçoam as funções executivas do cérebro.

Além disso, a ludicidade ajuda a aumentar a criatividade e a ensinar valores essenciais sobre as regras de convivência com os outros.

Já a leitura também aguça a criatividade e amplia o vocabulário e a visão de mundo.

Os livros também trazem ganhos para a concentração e memória, além de trabalhar a cognição e as competências socioemocionais, ajudando os pequenos a lidarem melhor e a entenderem os próprios sentimentos.

A leitura é uma ótima ferramenta para desenvolver a inteligência emocional, principalmente quando é feita em conjunto, pais e filhos envolvidos na história. Desta forma, além de incentivar as crianças a gostar de ler, esses momentos promovem a união e estreitam os laços familiares.

E, por meio de brincadeiras e leituras compartilhadas, a família tem momentos de muito diálogo.

 

Leitura, brincadeira e diálogo. Clube Auge

Clube Auge

O Clube Auge, um clube de assinatura de livro infantil,  reuniu essas três ferramentas – brincadeira, leitura e diálogo – em materiais exclusivos com o objetivo de promover a união da família e, assim, formar seres humanos confiantes, seguros, com autoestima elevada, corajosos, capazes de enfrentar desafios, de vencer seus medos e limitações. Características essenciais para pessoas com TDAH.

São livros, jogos, revistas, caderno de atividades e acesso a aplicativos desenvolvidos por psicólogos e pedagogos. Os kits são entregues, todo mês, na casa dos assinantes.

O Clube Auge é mais do que um incentivo à leitura, um direcionamento da educação socioemocional das crianças e um instrumento de união da família. Ele foi pensado com o objetivo de formar uma sociedade mais saudável.

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