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Por que perdemos a paciência com os filhos e como mudar este comportamento?

paciência com os filhos casal cansado mãe e pai filhos

Por que perdemos a paciência com os filhos e como mudar este comportamento?

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Não há afirmação melhor para definir maternidade e paternidade que “padecer no paraíso”. Um filho proporciona aos pais uma sensação de felicidade incomparável a qualquer coisa ou situação. Porém, ao mesmo tempo, ele exige tempo, dedicação e, sobretudo, paciência para educá-lo. E esta não é uma tarefa fácil.

Até bem pouco tempo atrás, a falta de paciência para educar os filhos era um tabu. Poucos falavam sobre isso. Afinal, admitir que esta missão é difícil traz um sentimento de culpa para os pais.

Hoje, este assunto já é mais comentado, principalmente nas redes sociais. As hashtags #maternidadereal e #paternidadereal trazem à tona como a parentalidade é de fato.

Entretanto, perder a paciência com os filhos não pode fazer parte da rotina dos pais, afinal este comportamento não é nada bom para o desenvolvimento das crianças.

Mudar a maneira de agir pode não ser muito fácil, mas quem falou que a maternidade e a paternidade seriam, não é mesmo?

O primeiro passo é conhecer a causa da impaciência. Por isso, enumeramos neste artigo os motivos que levam os pais a perderem a paciência com os filhos. Além disso, vamos explicar como evitar que isso aconteça. Boa leitura.

 

Por que os pais perdem a paciência com os filhos? 

Há diversos motivos que fazem os pais perderem a paciência com seus filhos. No entanto, há três principais que desencadeiam muitas outras razões:

– pais sobrecarregados;

– crianças imaturas;

– falta de apego.

 

Pais sobrecarregados 

Conciliar profissão, cuidados pessoais e da casa e educação dos filhos faz com que pais e mães vivam em uma eterna correria para (tentar) dar conta de tudo.

Quando os pais buscam os filhos na escola ao final do dia, eles estão cansados da rotina de oito ou mais horas de trabalho, mas, não podem chegar em casa e, apenas, tomar um banho e relaxar no sofá.

É preciso preparar o jantar das crianças, auxiliá-las no banho e nas tarefas escolares. Depois, ainda, têm de colocá-las para dormir, o que, para muitas famílias, é um momento bastante tenso.

Os pequenos também chegam exaustos da escola. E, além disso, por passarem muito tempo longe dos pais, exigem ainda mais atenção deles.

Há dias nos quais essa rotina pós trabalho/escola funciona em perfeita harmonia. Entretanto, na maioria deles, o que acontece em muitos lares são situações de estresse: choros, mau comportamento e gritos das crianças. E como os pais costumam responder a isso? De maneira bem semelhante à dos pequenos.

Então, o que era para ser um momento para a família se curtir torna-se um tempo perdido.

 

Crianças imaturas 

O cérebro humano atinge seu amadurecimento total no final da adolescência, por volta dos 20 anos de idade. Ou seja, somente na idade adulta este órgão está pronto para controlar o raciocínio e o comportamento emocional e tomar decisões. Aceitar e saber lidar com isso pode ser libertador para os pais!

Por terem uma imaturidade neural, as crianças não controlam seus sentimentos. Então, quando estão cansadas, com fome ou medo, por exemplo, elas choram, gritam ou se jogam ao chão – comportamentos chamados de birra. E o que costuma acontecer com os pais nesses momentos de descarga emocional dos filhos? O “sangue ferve” e eles “explodem” também.

O curioso é que, durante essas “explosões”, os adultos, já com suas funções cerebrais amadurecidas, comportam-se como os pequenos. Depois do período de tensão, vem a culpa por acreditarem que não são capazes de educar seus filhos.

 

Falta de apego 

O apego é o vínculo emocional que se instala entre a criança e seu pai/mãe. Diversas pesquisas comprovam que ele é essencial para o desenvolvimento social, emocional e até cognitivo dos pequenos.

E os benefícios não param por aí. As pesquisas ainda mostram que as relações com apego na infância continuam a influenciar ideias e sentimentos ao longo da vida.

O apego também é fundamental para evitar situações nas quais os pais perdem a paciência.

Segundo estudos coletados pelo Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância, da Universidade de Montreal, no Canadá, quando os pais conseguem estabelecer um vínculo forte com seus filhos, eles podem premeditar cenários estressantes e, assim, agir preventivamente.

Por exemplo, um abraço é capaz de reconfortar uma criança com raiva ou tristeza e impedir que a paciência do adulto ultrapasse o seu limite e o caos seja instalado.

Entretanto, cansaço, falta de apoio, problemas conjugais, de saúde ou financeiros e até mesmo a inexistência de uma experiência de vinculação dos pais durante a infância deles, podem reduzir essa capacidade de reagir a seus filhos de forma previsível e cuidadosa.

 

Quando a falta de paciência faz parte da rotina 

Em muitos lares, a falta de paciência dos pais passa despercebida e acaba fazendo parte da rotina da família.

Isso porque nem sempre a falta de paciência está relacionada a gritos e punições. A impaciência se manifesta em uma série de comportamentos dos adultos. Pais permissivos ou autoritários demais, negligentes ou ainda que não se preocupam em oferecer os estímulos certos para o desenvolvimento de seus filhos.

Então, se você acha que é paciente com seu filho só porque nunca alterou o tom de voz com ele, é bom rever seus conceitos.  

A seguir, enumeramos 6 atitudes que você não sabia, mas demonstram sua falta de paciência com seu filho.

 

1 – Uso de telas

A exposição excessiva a telas na infância prejudica o desenvolvimento motor, cognitivo e da linguagem, a socialização e pode até causar problemas de visão. Apesar disso, as crianças estão cada vez mais inseparáveis de celulares, tablets e televisão.

Quando usados com moderação, os desenhos animados e os jogos eletrônicos são boas ferramentas de aprendizado. Contudo, o que ocorre em grande parte das famílias é um uso sem limites e inapropriado. Muitas vezes, as telas entram em cena quando os pais estão sem paciência com os filhos.

Como exemplo, imagine uma família no restaurante – pai, mãe e uma menina de 5 anos de idade. A criança começa chorar e dizer que quer ir para casa. Para comerem em paz, os pais entregam à filha um celular. O choro cessa e ela fica hipnotizada assistindo seu desenho predileto.

À primeira vista, parece uma boa solução. Entretanto, em vez de aprender a gerenciar sua emoção, a menina teve seu mau comportamento recompensado. E, desta forma, ela vai entender que é assim que deve agir quando quiser algo.

 

2 – Permissividade

Muitos pais confundem educação positiva com permissividade. Por isso, é importante esclarecer o que é educar positivamente.

A educação positiva tem como foco o afeto, a compreensão, o respeito e o aprendizado mútuo.

Diferentemente da educação tradicional, a positiva entende que castigos ou chantagens, por exemplo, não são construtivos para o bom desenvolvimento da criança. Por isso, essa maneira de educar dá ênfase ao melhoramento da autonomia, do otimismo, da autoconfiança e de outras habilidades que preparam a criança para a vida. Tudo isso sem deixar de estabelecer limites firmes e regras sólidas.

Além disso, a educação positiva age na esfera socioemocional do indivíduo e gera melhorias cognitivas. Nesse sentido, melhora o desempenho escolar, o convívio com as pessoas e fortalece o vínculo entre os filhos e demais membros da família.

Educar positivamente está longe de ser permissivo e condescendente demais com os filhos.

Em certa idade, as crianças começam a desafiar a família e buscar o ponto que não podem ultrapassar. Nesse momento, elas precisam de limites claros.

Pais sem paciência acabam sendo tolerantes demais. O resultado disso são crianças com dificuldade para saber o que é ou não aceitável e que podem desenvolver problemas comportamentais.

 

3 – Autoritarismo

Da mesma forma que a falta de paciência gera pais permissivos, ela também pode deixá-los autoritários.

Crianças que são controladas de forma muito rígida terão dificuldade para tomar decisões e expressar suas necessidades.

Proibições e formas de condutas são muito importantes para o desenvolvimento da criança. Porém, é importante encontrar um equilíbrio entre ser autoritário e permissivo.

Uma disciplina adequada contribui para que a criança desenvolva habilidades sociais, empatia, autocontrole e capacidade de prestar atenção e de planejar suas ações.

 

4 – Carência de atenção 

Muitos pais vivem ocupados e preocupados com outros afazeres – especialmente, o trabalho – e não têm paciência de estar exclusivamente com os filhos. Geralmente, o celular está ao lado do pai e ou da mãe.

Esses pais não planejam um tempo para brincar com o filho sem pressa, eles não conhecem os gostos da criança, não conversam sobre os sentimentos dela e, por esses motivos, não sabem o que fazer para confortá-las em situações estressantes.

 

5 – Ausência de rotina

Crianças gostam e precisam de rotina. Quando os pais definem horários fixos para banho, refeições, estudo, brincadeiras e sono, os pequenos aprendem a prever o que acontecerá e se adaptam para a próxima tarefa. Isso auxilia a construção de uma relação familiar mais harmônica e saudável.

Contudo, para estabelecer uma rotina bem consolidada, os pais precisam ter calma e paciência e respeitar as singularidades de cada criança.

É importante lembrar que imprevistos acontecem e estas situações exigem ainda mais paciência dos adultos para que eles consigam agir da melhor maneira possível.

 

6 – Falta de estímulos

Pais pacientes dão à criança a oportunidade de ser autônoma e independente e de explorar o ambiente.

A impaciência faz com que os adultos não deixem o pequeno caminhar com suas próprias pernas.

A criança não tem a chance de comer sozinha, de amarrar o cadarço do tênis ou de escovar os próprios dentes.

De acordo com a etapa de desenvolvimento do filho, os pais devem estimular as habilidades dele sempre de maneira lúdica, divertida e afetuosa para proporcionar uma aprendizagem plena e significativa.

 

Como não perder a paciência com os filhos 

A paciência é uma habilidade que precisa ser exercitada frequentemente. Além de os pais mudarem suas atitudes para não se comportarem de acordo com os seis pontos listados acima, há algumas maneiras de evitar as “explosões” de raiva no dia a dia com as crianças.

Antecipe-se aos gatilhos: quando as crianças estão cansadas e com fome, por exemplo, elas podem ficar estressadas. Antes que isso aconteça, aprenda a reconhecer os sinais e solucione a situação.

Respire: em vez de agir no impulso, respire e tente se acalmar para não fazer o que vai se arrepender depois. Se achar melhor e puder, saia um pouco do ambiente onde a criança está e volte quando estiver mais calmo.

Seja um bom exemplo: se você gritar, a criança reagirá de forma ainda mais negativa.

Cuide-se: Durma bem, tenha uma alimentação saudável, pratique exercícios físicos. Isso é essencial para um bom equilíbrio emocional.

Organize seu tempo: faça uma boa gestão do tempo e reserve momentos de dedicação exclusiva ao seu filho. Assim, vocês dialogam e fortalecem o vínculo afetivo.

Tenha empatia: coloque-se no lugar da criança para entender o que ela sente.

Nomeie as emoções: Ajude seu filho a entender e a lidar com as emoções e os sentimentos. Isso é o que chamamos de inteligência emocional. Quando a criança é estimulada a adquirir as competências socioemocionais, ela aprende a reagir de maneira mais tranquila às situações adversas.

Para saber como estimular as competências e habilidades socioemocionais, baixe o ebook gratuito5 maneiras de desenvolver a inteligência emocional no seu pequeno“.

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