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Leitura infantil: guia completo dos benefícios e como estimular esta prática

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Leitura infantil: guia completo dos benefícios e como estimular esta prática

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Os livros são fundamentais para o aprendizado das crianças. Mais do que isso, por meio da leitura infantil é possível estimular diversas habilidades físicas, cognitivas e emocionais. Além disso, as histórias incentivam a imaginação, ajudam na construção de valores e na formação da personalidade.

A literatura também amplia os horizontes dos pequenos. Por meio das narrativas e seus personagens, eles podem relacionar as tramas com a própria realidade e associar os comportamentos saudáveis e não saudáveis às atitudes do dia a dia.

Neste artigo, apresentamos um guia completo sobre os benefícios da leitura infantil e como pais e responsáveis podem incentivar esta prática.

Você vai ver que por meio dos livros é possível estimular:

– a linguagem;

– a inteligência emocional;

– o protagonismo infantil;

– o fortalecimento do vínculo afetivo familiar;

– a gratidão;

– a capacidade de resolver problemas;

– a empatia e o respeito;

– o autocontrole;

– a imaginação e a criatividade;

– e a alfabetização.

 

Os livros também são ferramentas importantes para solucionar problemas e desafios da infância, como:

bullying;

tédio;

agressividade;

conflitos na hora de dormir;

dificuldades na alimentação;

– e adaptação escolar.

 

O comportamento dos pais diante do estimulo à leitura infantil será essencial para garantir todos esses benefícios de forma plena. Como conclui CUNNINGHAM (2014), os pais são os principais responsáveis por tornar os filhos leitores ávidos.

Antes de falarmos, então, sobre como os pais podem estimular a leitura infantil, conheça todos os benefícios desta prática para os pequenos. Continue lendo.

 

O que a leitura infantil estimula?

Autismo

Os livros têm papel fundamental para um desenvolvimento saudável das crianças. Reunimos, a seguir, os principais benefícios da leitura infantil. Acompanhe.

 

Linguagem

A linguagem é o marcador mais importante no desenvolvimento infantil, de acordo com o médico Ricardo Halpern, Presidente do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Segundo o pediatra, a linguagem é a função mediadora de todas as outras áreas do desenvolvimento como da motricidade fina, da adaptação pessoal e social e da motricidade ampla. É por meio dela que a criança consegue se expressar, se comunicar e se adaptar ao seu meio.

Por isso, é tão importante estimulá-la desde cedo e a leitura infantil é uma ótima ferramenta para ser utilizada neste processo, principalmente, quando feita em família.

Isso porque a participação ativa da família no crescimento da criança exerce influência enorme na aquisição da linguagem. As interações e os estímulos, sobretudo durante a primeira infância (de 0 a 6 anos de idade), são decisivos para o desenvolvimento saudável desta habilidade.

Quando a criança é negligenciada, ela pode sofrer com atraso na linguagem. No artigo “Atraso na fala: quando se preocupar e o que fazer?” falamos sobre este tema.

Mas, afinal, de que forma a leitura infantil pode estimular a linguagem?

Segundo RAIKES (2006), há uma forte ligação entre o hábito materno de ler diariamente para crianças e o desenvolvimento cognitivo da linguagem e do vocabulário infantil aos 14, 24 e 36 meses.

E tem mais: de acordo com LANDRY (2006, 2008), o apoio dos pais ao processo de desenvolvimento da linguagem dos filhos favorece significativamente a capacidade de a criança aprender posteriormente a ler.

Fica evidente, então, a importância desta habilidade bem desenvolvida para o futuro da criança e o papel da leitura infantil neste processo.

E o hábito de ler para o filho pode começar antes mesmo de ele nascer, uma vez que bebês no útero já conseguem ouvir.

 

Inteligência Emocional

Ser inteligente emocionalmente é ter a capacidade de reconhecer as próprias emoções e as dos outros e saber lidar bem com elas. Por isso, é possível afirmar que a Inteligência Emocional é a base da felicidade.

Há diversas maneiras de estimulá-la nas crianças, entre elas, brincadeiras, atividades artísticas, diálogo e a leitura infantil.

Ao acompanhar boas histórias, as crianças são levadas para um mundo onde a imaginação não tem limite. A leitura também aguça a criatividade e amplia o vocabulário e a visão de mundo.

Os livros ainda trazem ganhos para a concentração e memória, além de trabalhar a cognição e as competências socioemocionais, ajudando os pequenos a lidarem melhor e a entenderem os próprios sentimentos.

É importante estimular a Inteligência Emocional desde cedo nas crianças, pois, quando o pequeno aprende ainda na infância a administrar as emoções, ele é capaz de filtrar estímulos estressantes e, assim, crescer e viver bem mais saudável e feliz.

Para desenvolver a Inteligência Emocional é preciso estimular uma série de competências socioemocionais, ou seja, um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes. Saiba mais no artigo “Os 10 pilares da Inteligência Emocional para aplicar nos pequenos”.

 

Protagonismo infantil

Quando as crianças são incentivadas desde cedo a lidar com os próprios sentimentos e a se responsabilizar por suas ações, elas crescem com a capacidade de enfrentar desafios e de ter autonomia sobre suas decisões. Esse é o conceito do protagonismo infantil.

Como protagonistas, as crianças são encorajadas a participar ativamente do planejamento das atividades que contribuem para o seu desenvolvimento. Assim, elas passam a ter papel fundamental nas escolhas relacionadas às brincadeiras e à forma de se expressar e solucionar os problemas.

Mas, como incentivar o protagonismo nos pequenos? Por meio da leitura infantil. Com os livros, eles têm acesso a conhecimento sobre o mundo e os personagens das histórias são fonte de inspiração.

Pais que estimulam a leitura na infância permitem que seus filhos saiam da condição de coadjuvantes para ocuparem um lugar de destaque. Fique por dentro dos benefícios do protagonismo infantil neste artigo especial.

 

Fortalecimento do vínculo afetivo familiar

As práticas de literacia familiar também aproximam pais e filhos, possibilitando que aprendam e se divirtam juntos.

Pais que incentivam a leitura na infância também tendem a se envolver mais com a vida escolar de seus filhos: acompanham os deveres de casa, participam das reuniões escolares e entendem melhor as necessidades e dificuldades das crianças.

As relações de afeto e amizade se estreitam no seio da família, pois seus integrantes passam a se comunicar mais e melhor.

Segundo FROSCH e GOLDMAN (2001), o fortalecimento dos vínculos familiares, a motivação e o estímulo intelectual estão fortemente correlacionados à prática de leitura dos pais para os filhos.

Ter um vínculo forte e positivo é muito importante para o desenvolvimento infantil. Afinal, ao se sentir ligado aos seus pais e a outras pessoas próximas, a criança desenvolve autoestima e inteligência emocional para vivenciar os desafios de seu crescimento.

Conheça neste artigo 8 formas de melhorar o vínculo afetivo com seu filho.

 

Gratidão

A leitura infantil direcionada às habilidades sociemocionais é uma ótima maneira de ensinar gratidão às crianças.

Ser grato é muito mais do que saber dizer obrigado. A gratidão envolve saber contemplar o belo e apreciar o que tem, em vez de se concentrar no que gostaria de ter.

Vivemos em uma era de consumo. A mídia utiliza diversas ferramentas de persuasão para nos convencer de que não podemos viver sem determinado objeto. E as crianças também são influenciadas neste sentido.

Além da publicidade, o pensamento equivocado de muitos pais de que é preciso oferecer aos filhos tudo aquilo que não tiveram na infância deles enfatiza ainda mais o materialismo nos pequenos.

Esta supervalorização de bens materiais afasta as crianças daquilo que é realmente essencial para a felicidade delas.

É preciso ensiná-las a valorizar mais o ato de brincar do que o brinquedo, a reconhecer o amor dos pais e a agradecer a todos ou tudo que é feito para o bem delas.

Ou seja, as crianças precisam aprender a ser gratas. E este aprendizado traz enormes benefícios para a vida. No artigo “Como e por que ensinar gratidão às crianças?” explicamos que nutrir esta habilidade desde cedo nos pequenos é educá-los para serem generosos, otimistas e felizes.

 

Capacidade de resolver problemas

Em cada fase do desenvolvimento das crianças, elas aprendem algo por meio de tentativas, erros e acertos. Os primeiros passos, as primeiras palavras e o primeiro dia na escola são alguns exemplos.

Em todas essas situações, a criança precisa ter a oportunidade de adquirir as habilidades necessárias para lidar com as frustrações e perdas que aparecerem.

A bagagem oferecida pelos pais terá papel essencial neste processo. Ou seja, os adultos devem nutrir as crianças com sabedoria para que elas saibam agir diante dos desafios da vida e não agir por elas.

Quanto mais os pais e ou responsáveis interferem em situações desafiadoras para os filhos, mais os pequenos perdem a chance de aprender. Pior ainda, eles se tornam adultos que acreditam que os outros devem assumir a responsabilidade pela saúde e bem-estar deles.

Então, se o objetivo dos pais é dar felicidade aos filhos e fazer com que eles sejam bem-sucedidos na vida, eles devem ensiná-los a resolver problemas sozinhos.

A leitura infantil é uma maneira de oferecer este aprendizado. Veja neste artigo outras formas de ensinar seu filho a resolver problemas sozinho.

 

Empatia e respeito

A leitura infantil é uma excelente ferramenta para auxiliar as crianças a desenvolverem a empatia e o respeito. Isso acontece quando a família escolhe livros com personagens que exploram sentimentos, pensamentos e comportamentos.

Você já falou sobre empatia e respeito com seu filho?

No artigo “Inclusão para crianças: por que ensinar sobre respeito e empatia?” explicamos que ao ensinar inclusão para crianças é preciso muito mais que simplesmente falar sobre aceitar as diferenças.

Neste aprendizado, é fundamental que os pequenos saibam como acolher verdadeiramente a todos, independentemente de qualquer característica ou gosto da pessoa.

 

Autocontrole

A criança é imatura para entender e expressar suas emoções e sentimentos. Por isso, ela se descontrola mesmo: grita, joga-se no chão e até bate nos pais, ou em quem estiver tentando impor algum limite a ela. Estas reações, chamadas de birras, nada mais são do que descargas emocionais provocadas pela imaturidade neural do pequeno.

Diversas pesquisas já comprovaram que o cérebro só atinge o desenvolvimento completo por volta dos 20 anos de idade. Enquanto o amadurecimento pleno não ocorre, a criança não tem autocontrole das emoções dela.

O autocontrole é uma competência socioemocional fundamental para desenvolver diversas habilidades, como lidar bem com os erros e frustrações, controlar a impulsividade e responsabilizar-se pelas próprias atitudes.

E, por mais que as crianças adquiram essa competência aos poucos, é importante incentivá-la desde cedo.

Crianças que são estimuladas a desenvolver o autocontrole tornam-se adolescentes com bom desempenho escolar, sociáveis e que sabem lidar com a frustração e o estresse. Mais tarde, quando adultos, elas serão bem-sucedidas profissionalmente e pessoalmente.

No artigo “Estimular o autocontrole na infância é investir no futuro da criança” você vai ver que além da leitura infantil há outras maneiras de desenvolver esta competência.

 

Imaginação e criatividade

O pensamento criativo é essencial para que os pequenos aprendam a resolver problemas, a enfrentar desafios e a inovar. Essas habilidades são importantes para que eles cresçam mais determinados, autoconfiantes e seguros para tomar decisões.

E é consenso geral: os livros são os melhores instrumentos para dar asas à imaginação das crianças. Por isso, é tão importante estimular a leitura infantil.

No artigo “7 dicas para incentivar a imaginação e a criatividade na infância” citamos os benefícios destas habilidades para as crianças e como aprimorá-las nos seus filhos.

 

Alfabetização

A leitura infantil, principalmente quando é feita em família, contribui no processo de alfabetização. E o quanto antes as crianças tiverem acesso aos livros mais facilidade encontrarão para aprender a ler, a escrever e a fazer contas.

Crianças bem alfabetizadas leem mais. Lendo mais, aprendem mais e reforçam suas habilidades de leitura, o que as motiva a ler ainda mais, iniciando-se, assim, um ciclo virtuoso de aprendizagem.

Já as crianças não alfabetizadas, ou alfabetizadas precariamente, apresentam dificuldades de compreensão, o que as afasta dos livros. Consequentemente, aprendem menos, não exercitam as habilidades de leitura e perdem o interesse pela escola, comprometendo o sucesso delas na vida adulta.

Há algumas estratégias que os pais podem utilizar para que a alfabetização ocorra de maneira tranquila e eficaz. Leia no artigo especial sobre este tema no nosso blog. Clique aqui.

 

Leitura infantil X problemas e desafios da infância

Além de estimular diversas habilidades essenciais para o desenvolvimento saudável das crianças, os livros também são ferramentas importantes para solucionar problemas e desafios da infância. Acompanhe.

 

Bullying

Bullying é uma palavra, originada na língua inglesa, que representa uma série de ações físicas, verbais e psicológicas que causam danos em determinada pessoa, em um ambiente coletivo. Há alguns anos, o termo tornou-se mais conhecido em função da visibilidade dada pelas escolas às agressões que ocorriam nas salas de aula.

Entretanto, com a transformação da tecnologia, os comportamentos agressivos ultrapassaram a barreira física da escola, instaurando-se nos ambientes virtuais de convívio, como redes sociais e aplicativos de comunicação. Resultando em um quadro de pressões psicológicas, humilhações e exposições mais frequentes e sobressalentes às ações físicas.

Apesar de não ser fácil falar sobre violência com crianças, é uma atitude que precisa ser feita. E uma boa maneira de fazer isso é por meio da leitura infantil.

As histórias são capazes de personificar diversos sentimentos e emoções das crianças, sendo essenciais para aprimorar o desenvolvimento pessoal delas. Quando apresentam narrativas que envolvem agressões ou violência, mesmo que singelas, o conteúdo torna-se mais acessível para o público infantil, auxiliando a compreensão sobre o bullying e os riscos de não falar sobre isso.

Elas, ainda, se divertem com os personagens e podem reconhecer a situação por meio da representatividade. Isso faz com que, de forma inocente, a criança conte aos pais que passa pela mesma situação ou compreende o que o protagonista está sentindo, e, assim, descubra como os personagens lidam com o bullying de forma saudável.

Você já pensou em como lidar com o bullying para garantir que seu filho não sofrerá com esses tipos de acontecimentos, ou ainda, que ele não cometerá ações para diminuir a qualidade de vida dos colegas?

Neste artigo do nosso blog, explicamos tudo sobre o bullying para você aprender abordá-lo de maneira saudável com seus filhos.

 

Tédio

Não ter o que fazer angustia qualquer pessoa. Então, saiba que os livros são ótimos para transformar o tédio em um momento prazeroso. Por meio deles é possível viajar sem sair de casa, sonhar e imaginar.

Quando aprendemos a transformar o tédio em ócio, desfrutamos de todas as vantagens que o tempo livre nos proporciona. Assim, estimulamos a criatividade, o autocontrole, entre outras habilidades socioemocionais.

Isso é essencial para as crianças. Afinal, elas estão acostumadas a uma infinidade de possibilidades de entretenimento. E quando se deparam com momentos nos quais não há nada para se fazer, o tédio é inevitável.

Os pequenos, na verdade, aprendem desde cedo que é preciso sempre estar entretido com algo. O excesso de atividades extracurriculares, por exemplo, é um incentivador deste comportamento.

Esta atitude os afasta dos momentos de solitude e interiorização, tão importantes para o desenvolvimento pessoal. Assim, eles crescem com grande dificuldade de saber como reagir a diversas situações como uma decepção amorosa ou um conflito no trabalho, por exemplo.

Então, para compensar tais dores, passam horas em frente à TV, nas redes sociais, fazem compras ou até mesmo utilizam substâncias que amenizam quimicamente este estado.

Por mais que cresçamos acreditando que é preciso estar o tempo todo ocupado ou fazendo algo emocionante para aproveitar a vida, é impossível não vivenciar o tédio.

Então, é preciso saber lidar com ele e o quanto antes aprendermos, melhor. Por isso, é tão importante ensinar as crianças a tirar o melhor proveito possível dos momentos entediantes. E, como já dissemos, a leitura infantil é uma forma de usar o tédio a favor das crianças.

 

Agressividade

A leitura infantil aumenta o bem-estar da criança, pois ajuda a diminuir a hiperatividade e os comportamentos arredios (MISTRY, 2010).

É por meio dela que é possível também estimular a inteligência emocional nos pequenos e, assim, ensiná-los a controlar as emoções e os impulsos. Desta forma, eles terão os mecanismos para se comportar de maneira mais saudável e aceitável.

No artigo “Criança agressiva: identifique a causa e saiba como agir” explicamos que há diversos fatores responsáveis pela agressividade infantil.

Pode ser que a criança esteja passando apenas por uma fase natural de seu desenvolvimento ou a explicação pode estar em algum acontecimento da vida dela. Além disso, é preciso considerar a incapacidade dos pequenos de gerir as emoções.

Geralmente, a agressividade da criança torna-se mais evidente por volta dos 2 anos de idade. Esta fase, inclusive, tem um nome bastante assustador para os pais: Terrible Two (Terríveis 2 anos, em tradução livre).

Este período, também conhecido como adolescência do bebê, costuma gerar muito estresse para os pais.

Contudo, antes de perder a paciência com os filhos, é importante que os pais saibam que as crianças não são agressivas com o objetivo de irritá-los ou deixá-los chateados.

A verdade é que, por serem imaturos, os pequenos não sabem lidar com as emoções e os sentimentos, nem têm habilidades comunicativas.

Assim, não conseguem expressar com clareza, nem argumentar e, muito menos, controlar a impulsividade de chorar, gritar, bater, chutar ou morder.

Com o passar do tempo e o amadurecimento da criança, é esperado que ela adquira a capacidade de gerir as emoções, inclusive a raiva. Durante esse processo natural, os pais podem e devem estimular essa competência socioemocional. Esta é uma das principais formas de lidar com a criança agressiva.

 

Conflitos na hora de dormir

É difícil encontrar pais que nunca tiveram problemas com o sono dos filhos. A hora de dormir costuma ser bastante desafiadora para as famílias com crianças. E esta briga com o sono é bastante prejudicial para todos, afinal ele é essencial para uma boa qualidade de vida.

Boas noites de sono influenciam positivamente a saúde física e mental, inclusive das crianças. Enquanto dorme, elas repõem as energias e assimilam tudo o que aprenderam durante o dia. Durante o descanso também é liberado o hormônio do crescimento. Quando a qualidade do sono é boa, o pequeno acorda mais disposto, tem um bom rendimento escolar e uma boa convivência com os colegas.

Já quando não há qualidade na hora de dormir, a criança pode apresentar problemas emocionais e de comportamento, pois o cansaço a deixa mais irritada, ansiosa e com dificuldades na aprendizagem.

Mas, então, como ajudar seu filho a dormir bem. No artigo “Como fazer a hora de dormir um momento prazeroso para as crianças?” reunimos algumas dicas. Entre elas, está a leitura infantil como uma grande aliada do sono de qualidade.

De acordo com pesquisas científicas, a leitura feita antes de dormir melhora a qualidade do sono infantil, o que contribui para reduzir a agressividade e a ansiedade. (HALE, 2011)

 

Dificuldades na alimentação

O estímulo à leitura infantil também influencia positivamente na aquisição de hábitos alimentares saudáveis.

Por meio dos livros, os pais podem apresentar frutas, legumes e verduras e também usar os personagens que se alimentam de maneira saudável como bons exemplos aos filhos.

É muito importante oferecer recursos para que a criança se alimente bem, afinal elas estão em processo contínuo e acelerado de desenvolvimento. Para crescerem saudável, com o sistema imunológico fortalecido, boas escolhas do que comer são fundamentais.

Esta não é uma tarefa fácil para os pais, pois os pequenos estão expostos a muitos atrativos nada saudáveis como fast foods e doces. Por conta disso, em muitas casas, a alimentação da criança é um verdadeiro transtorno. O pequeno não quer comer os alimentos saudáveis, os pais ficam preocupados, acabam insistindo demais e o único resultado disso tudo é: estresse!

Como lidar da melhor maneira com essa questão? Além de contar com a ajuda dos livros, há outras estratégias que citamos no artigo “Transforme o momento da alimentação da criança em diversão e aprendizado” para que os pequenos entendam a importância da alimentação de uma maneira leve e descontraída.

 

Adaptação escolar

Por mais cores, músicas, brinquedos e outros atrativos que o ambiente da educação infantil ofereça, quando a criança ingressa na escola, ela se vê em um mundo desconhecido: não está mais na casa dela ou na casa da vovó. É preciso seguir regras, dividir, fazer atividades e, o mais difícil, ficar longe da mãe.

Quem nunca sentiu medo ao vivenciar uma situação nova? O primeiro dia no emprego, a primeira vez dirigindo sozinho ou a primeira vez que teve que falar em público? Com as crianças não é diferente. Por isso, a adaptação escolar é um desafio e tanto para elas. Ainda mais para quem nunca havia frequentado a escola.

As dificuldades também são grandes para quem já estava na escola, mas muda de instituição de ensino. E, também, para aqueles que continuam no mesmo local, porém com um novo turno das aulas. O aluno se depara com uma nova professora e se vê sozinho, pois os amigos ficaram na turma que ele deixou.

Independentemente da situação, o importante é que tanto a família como a escola sejam compreensivas com a criança para que esse processo não se torne doloroso.

E qual o papel da leitura infantil para que a adaptação escolar se dê de maneira tranquila e prazerosa? A resposta está na ludicidade.

Os personagens das histórias podem servir de exemplo. Mesmo que a narrativa não trate especificamente sobre a vida escolar, os pais podem aproveitar de um personagem que, por exemplo, sinta medo de determinada situação e encontra estratégias para enfrentá-la, para demonstrar à criança que todos nós passamos por situações difíceis, mas que é possível superá-las e ser feliz.

Leia mais sobre o assunto no artigo “Adaptação escolar: como auxiliar os pequenos nos primeiros dias de aula?

 

Como estimular a leitura infantil

7 dicas para incentivar seu filho a gostar de aprender

Agora que você já leu sobre os inúmeros benefícios da leitura infantil, é hora de aprender como incentivar esta prática em seu filho.

“Para alcançar as habilidades de bom leitor, é necessário que a atividade seja repetida de modo regular e frequente, a fim de se tornar automática”, afirma Jean-Émile Gombert,  Professor de Psicologia do Desenvolvimento Cognitivio da Universidade de Rennes II, na França.

Ainda segundo ele, a automatização só acontecerá para as crianças que tiverem uma prática suficiente de leitura e de escrita. Para isso, é necessário que as atividades propostas suscitem e desenvolvam nos pequenos a vontade de ler e de escrever, seja em sala de aula ou em casa.

“Não há, portanto, nenhum sentido em opor aprendizagem sistemática e prazer de ler. Não se trata de dois métodos opostos entre os quais se deve escolher um, mas de duas condições que o pedagogo deve levar em conta para um ensino bem-sucedido.”, diz Gombert.

Diante disso, é natural questionar-se sobre as melhores maneiras para estimular a leitura infantil. O fato é que não existe uma receita pronta, mas apresentamos a seguir algumas dicas.

 

Selecione narrativas que fascinam

São muitos enredos produzidos para envolver e emocionar as crianças, fazendo com que elas se apaixonem pela leitura. A proposta dos livros é entreter, ensinar e diversificar. Quanto mais fascínio pelos livros, mais os pequeninos entram em um mundo repleto de descobertas e desafios.

Neste artigo, temos 6 opções de leitura para os pequenos, com um breve resumo sobre cada um deles.

 

Escolha livros de acordo com a fase de desenvolvimento da criança

Quando os livros estão de acordo com a fase de desenvolvimento da criança fica mais fácil conquistá-la. Veja o que é indicado para cada faixa etária.

 

  • Leitor na primeira infância (até 4 anos): livros com muitas figuras sobre o contexto familiar que estimulam os sentidos, sobretudo o toque;

 

  • Leitor iniciante (de 5 a 7 anos): livros com diferentes personagens e com um pouco mais de texto, evidenciando comportamentos e pensamentos comuns em cada protagonista a fim de estimular a imaginação, a afetividade e as emoções;

 

  • Leitor em processo (a partir de 8 anos): livros com humor e situações inesperadas são indicados. Aqui, as histórias abstratas tornam-se alvo e são excelentes para estimular o pensamento da criança;

 

  • Leitor fluente (a partir dos 12 anos): o ideal é investir em livros que trazem a experiência da pré-adolescência à tona;

 

  • Leitor crítico (a partir dos 13 anos): textos mais complexos podem ser introduzidos a partir dessa idade, desde que ainda tragam marcadores da realidade do adolescente.

 

Lembre-se de que as idades sinalizadas não são fixas e variam de acordo com a cognição das crianças, ok?

 

Conheça os gostos do pequeno

Uma boa dica para estimular a leitura infantil é oferecer livros de acordo com os gostos de seu filho. Nunca tente impor suas preferências. Se tem algum desenho animado que é o favorito dele, por exemplo, comece apostando em obras que apresentem os mesmos personagens.

Se a criança prefere histórias de heróis, respeite esse interesse e escolha narrativas com essa temática. Assim, fica mais fácil atrair a atenção dela, transformando o hábito de ler em uma experiência incrível.

Você também pode aproveitar os assuntos que ela está aprendendo na escola para oferecer livros com a mesma temática.

A partir do momento que o filho desperta o interessa pela leitura, os pais devem apresentar diversos gêneros literários para que, aos poucos, ele amplie o repertório.

 

Torne o momento da leitura prazeroso

Todo mundo sabe que criança adora brincar, então, por que não transformar a leitura em uma grande brincadeira?

Os pais podem ler a história fazendo mudanças na entonação da voz para cada personagem, por exemplo. Depois da leitura, adultos e crianças podem interpretar o enredo, improvisando as fantasias e o cenário.

Outra sugestão para as crianças maiores é escolher um livro de suspense e acompanhar a história no escuro, somente com o auxílio de uma lanterna.

Você pode também criar um cantinho da leitura. Pode ser na sala ou no quarto — o importante é montar um espaço aconchegante para o pequeno ler as histórias.

Utilize uma estante ou até mesmo prateleiras e reúna as obras infantis, de modo que seja de fácil acesso para a criança. Ao lado, coloque uma luminária e muitas almofadas para que ela fique confortável e possa aproveitar bem esse momento.

 

Estabeleça uma rotina de contação de histórias

Para incentivar a leitura infantil, crie um cronograma semanal de atividades para seu filho que inclua a contação de histórias. Você pode estabelecer que a leitura ocorra duas vezes por semana, por exemplo. Podem ser apenas 20 minutos para cada sessão.

Mas, é importante ter cuidado para que o momento não pareça uma obrigação. Ele deve ser descontraído e lúdico. Por isso, deixe a criança escolher o livro de sua preferência e explorá-lo como quiser. É interessante, também, que você acompanhe a leitura ao lado dela. Se o pequeno quiser, convide os avós, os primos ou até mesmo colegas da escola para participar.

Você pode ler para a criança e depois pedir para ela ler para você. Outra dica é perguntar a opinião dela sobre a história, o personagem de que mais gostou ou até mesmo o que ela faria se estivesse no lugar do protagonista.

 

Trabalhe em conjunto com a escola

A ação conjunta com a escola incentiva a criança a conhecer e a explorar novas literaturas, seja por meio de histórias contadas ou de livros repletos de brincadeiras. Dessa maneira, é fundamental conhecer quais são as atitudes da instituição em relação à utilização de livros no ambiente educacional para trazê-los ao contexto familiar, realizando momentos de leitura em família.

 

Seja um bom exemplo

Para que a criança desenvolva e aprimore as habilidades físicas, cognitivas e emocionais, é importante que ela tenha motivação e confiança para isso.

Neste contexto, as atitudes e comportamentos dos pais são essenciais. Afinal, tudo o que eles falam e fazem exerce um peso enorme sobre os filhos – tanto para o bem quanto para o mal.

Por isso, os pais devem estar atentos à maneira como se relacionam com seus filhos. É fundamental que os adultos sejam apoiadores das crianças e transmitam-lhes segurança, confiança e respeito.

O exemplo dos pais é a principal ferramenta motivacional que existe já que, para os filhos, eles são as pessoas mais importantes do mundo.

Então, seja um modelo exemplar para seu pequeno. Leia e escreva ao lado dele. Desta forma, seu filho perceberá que essas ações são importantes e o imitará.

Não só para incentivar a leitura infantil o exemplo dos pais é fundamental. As crianças são observadoras e fazem de tudo para se parecerem com os pais, ainda que não entendam o significado de algumas atitudes.

No artigo Como o exemplo dos pais pode interferir na educação dos filhos? Falamos sobre os impactos das referências familiares e mostramos hábitos e comportamentos que podem ser benéficos para as crianças.

 

Faça parte de um clube de assinaturas

Desenhos Animados Infantil

Uma ideia para apresentar livros de qualidade ao pequeno é fazer parte de um clube de assinaturas como o Clube Auge. Nele, o assinante recebe todo mês um livro com narrativas exclusivas (mais um jogo, revista, materiais de apoio e acesso a aplicativos) e com temáticas voltadas para o desenvolvimento da inteligência emocional das crianças.

 

  • Livro
    Cada narrativa aborda uma competência e muitas habilidades socioemocionais. As histórias acontecem na floresta com uma turminha de animais muito animada e especial. Juntos, os personagens passam por experiências e aprendem a lidar com suas emoções, como expressá-las, quais são seus impactos no bem-estar e na qualidade das relações que estabelecem uns com os outros.

 

  • Jogo das Emoções
    O jogo trabalha as quatro emoções básicas – alegria, tristeza, raiva e medo. Além disso, traz um bate-papo de interação com os comportamentos saudáveis e não saudáveis da Turma Auge. De forma divertida, você estimula o desenvolvimento pessoal de seu filho!

 

  • Revista da Família
    Na Revista da Família, você encontra informações sobre a importância das competências socioemocionais. Há ainda dicas, técnicas e ferramentas para enriquecer o aprendizado da família no dia a dia. Com a leitura da revista, os pais podem explorar ainda mais as competências socioemocionais trazidas por meio da narrativa e do Jogo das Emoções.

 

  • Caderno de Atividades e APPs.
    Dependendo do plano escolhido, as famílias ainda recebem o Caderno de Desafios Socioemocionais e acesso a dois aplicativos.

 

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