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Gestão da emoção: saiba sua importância no desenvolvimento infantil

Pai e filha brincando e trabalhando a Gestão da E'moção

Gestão da emoção: saiba sua importância no desenvolvimento infantil

Pai e filha brincando e trabalhando a Gestão da E'moção

Você sabia que o bem-estar de qualquer pessoa é garantido pelo equilíbrio entre os aspectos biológicos, psicológicos e sociais da história de vida dela? Muitas vezes, nos atentamos para nossa saúde física e não nos preocupamos com nossa saúde mental e com a influência dela no dia a dia. No entanto, uma excelente forma de trabalhar todas as esferas do bem-estar é por meio da gestão da emoção.

Afinal, conhecer seus sentimentos e reconhecer emoções nos outros, é um passo importante para preservar sua saúde mental, pois ela gera impactos — saudáveis ou não — nas esferas biológica e social. Acontece que ao começarmos esse aprendizado desde cedo, nos tornamos pessoas mais conscientes, empáticas e capazes de construir relacionamentos sólidos.

Por isso, investir no ensino da gestão da emoção para crianças é fundamental para garantir o desenvolvimento infantil. Neste artigo, explicamos a importância dessa competência socioemocional e compartilhamos as melhores dicas para trabalhá-la. Acompanhe!

 

Por que as crianças precisam fazer a gestão das emoções delas?

Como você já deve ter percebido, o processo de gestão das emoções provoca alterações concretas em nosso dia a dia. E, com as crianças não é diferente. A capacidade de identificar as próprias emoções desenvolve a habilidade necessária para a construção de uma vida saudável: o conhecimento de como lidar com os próprios sentimentos.

A lógica é simples: ao perceber aquilo que o incomoda e que o faz feliz, é possível identificar as situações-gatilho que despertaram, em você, uma emoção, além de reconhecer as consequências dela em sua vida. Assim, fica mais fácil perceber o impacto emocional, como também os impactos físico e social que tal gestão provoca em sua vida, tanto familiar quanto escolar.

Isso promove o desenvolvimento de habilidades socioemocionais complementares que permitem a construção de uma realidade mais saudável, como:

·        o aprimoramento das competências de relacionamento interpessoal;

·        o desenvolvimento da autonomia e da independência;

·        o fortalecimento do senso de valor próprio;

·        a potencialização da autoestima e da autoconfiança;

·        o desenvolvimento da competência e da responsabilidade;

·        o fortalecimento da aprendizagem escolar;

·        o aprimoramento da empatia.

 

Como trabalhar a gestão da emoção com os pequenos?

Quando falamos em gestão da emoção, a dúvida frequente entre os pais é saber como  trabalhar esses aspectos com os pequenos?  É um grande desafio ensinar ao outro como lidar com os próprios sentimentos, sobretudo quando não temos essa competência bem desenvolvida em nós mesmos.

Um ótimo começo é investir em seu desenvolvimento pessoal para que o trabalho de reconhecimento dos próprios sentimentos seja leve. No decorrer desse percurso, com certeza você perceberá diferentes emoções em seu filho; emoções que antes não eram tão perceptíveis, levando-o a aprender com ele as melhores maneiras de lidar com essas sensações.

Além disso, existem algumas atividades que você pode realizar com o pequeno para sair da abstração do autoconhecimento do mundo adulto e mergulhar nesse processo por meio do universo infantil. A seguir, explicamos as melhores estratégias para trabalhar com as emoções de seus filhos em casa. Confira!

Conte histórias

As histórias, principalmente as contadas com fantoches, constituem meios lúdicos de aprendizagem e podem se tornar excelentes fontes de autoconhecimento. Com personagens, identificamos arquétipos de personalidades que corroboram com nossa realidade. Assim, cada protagonista apresenta uma série de características facilmente identificáveis.

Isso faz com que a criança se relacione afetivamente com a história, reconhecendo as emoções que o personagem apresenta e as associando à realidade e aos sentimentos dela. Consequentemente, ela se torna consciente dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, além de conseguir reconhecê-los nos outros.

Brinque com “as bolas das emoções”

Com frequência, as crianças apresentam dificuldade em interpretar expressões e nomeá-las de acordo com o que o outro está sentindo. Para ajudar seu filho a reconhecer os sentimentos e validá-los, existe uma divertida brincadeira que pode ser feita em família: as bolas das emoções.

Em pequenas bolas, a família pode pintar as diferentes expressões que fazemos quando nossas emoções são provocadas, conversando sobre cada uma delas e nomeando-as de acordo com os desenhos feitos. Para complementar, você pode estimular o seu filho a representar as expressões e emoções apresentadas, auxiliando-o a conhecer todas elas.

Mude seu tom de voz

O tom de voz faz toda a diferença para a comunicação não-violenta. Com certeza, manter o tom de voz afetivo em todas as situações de ensino-aprendizagem não é possível, mas quando falamos sobre as emoções, precisamos nos atentar para a mensagem que transmitimos aos pequenos.

Entretanto, é possível modificar o tom de voz ao conversar com seu filho sobre os sentimentos dele. Com isso, ele se sente valorizado e, mais ainda, acolhido pelos pais, percebendo sua preocupação em conhecer e respeitar as emoções e os pensamentos dele. Aos poucos, fica mais fácil estabelecer um vínculo familiar que fortaleça a inteligência emocional do pequeno.

Divirtam-se com as expressões

Você se lembra que explicamos a dificuldade que as crianças apresentam ao nomear as emoções? Bem, uma excelente maneira de ensinar os pequenos a identificá-las por meio da linguagem corporal é brincando com elas. Para isso, você precisará de um espelho, um espaço confortável e disposição para dar risadas e criar um vínculo afetivo com seu pequeno.

Nessa brincadeira, após reunir a família, pais e filhos devem ficar de frente para o espelho e fazer diferentes expressões. Os pequenos devem nomear a emoção representada. Para complementar a vivência, faça mímica para acompanhar as expressões. O objetivo é que a criança perceba como o próprio corpo se comporta ao realizá-las no espelho.

 

Qual é o papel da escola no desenvolvimento da inteligência emocional?

Para além do ambiente familiar, não podemos deixar de considerar a importância da escola no desenvolvimento da gestão da emoção. Afinal, é por meio do contexto escolar que seus filhos terão contato com outras crianças e poderão aprimorar a inteligência emocional ao lidar com sentimentos, emoções e pensamentos do outro.

No entanto, qual é o papel da escola nesse processo? Sabemos que os pais devem investir no processo de identificação, reconhecimento e valorização dos próprios sentimentos. A escola, por sua vez, deve trazer a relevância social e física em relação à gestão da emoção. Assim, temas como a importância de respeitar o outro, os limites corporais dos colegas e os efeitos da empatia são fundamentais nos ambientes educacionais.

A gestão da emoção é uma competência socioemocional imprescindível para o bem-estar de seu filho, percebe? Ao potencializar o desenvolvimento dela desde cedo, você garante maior qualidade de vida e fortalece o bem-estar de seu filho. Assim, você prepara o seu pequeno para lidar com as frustrações e os desafios da adolescência e da vida adulta.

E então, o que achou do artigo? Se você tem dúvidas em relação a como trabalhar a gestão das emoções, entre em contato conosco! Ficaremos felizes em ajudar.

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