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Empatia: o que é e como ensinar para as crianças?

empatia para crianças mãe e filha conversando

Empatia: o que é e como ensinar para as crianças?

empatia para crianças mãe e filha conversando

O termo empatia tem ganhado muito destaque desde o início da pandemia. O isolamento social necessário para diminuir os impactos da contaminação do novo Coronavírus provocou uma ação global de pensar no outro e considerar seus medos, angústias, problemas e felicidades. Mas o que é empatia e qual a sua importância para o aprendizado de seus filhos?

Entender o que é essa postura e como ensiná-la para os pequenos é uma excelente forma de desenvolver ferramentas emocionais para lidar com os impactos da pandemia e do isolamento social. Afinal, colocar-se no lugar do outro pode oferecer novas perspectivas de enfrentamento para amenizar o sofrimento e sentir-se mais seguro e acolhido durante os momentos de crise.

Pensando nisso, preparamos este conteúdo com as principais informações sobre a empatia, trazendo diversas dicas para você ensiná-la ao seu filho e ajudá-lo a construir uma nova realidade de maneira saudável. Boa leitura!

 

Afinal, o que é empatia?

Não poderíamos começar o nosso conteúdo com um tópico diferente, não é verdade? Conhecer o que é empatia e quais são seus impactos na vida de todas as pessoas é um passo fundamental para ensiná-la ao seu filho, pois sem esse conceito você provavelmente encontrará mais desafios para colocar as nossas dicas em prática.

Uma definição muito comum que gira em torno da empatia é que se trata da capacidade de se colocar no lugar do outro. Ainda que esse conceito representa muito do que ela é, não podemos resumi-la somente a essa habilidade mental. Nesse sentido, ela vai muito além: ser empático significa estar pronto para ajudar o outro de maneira respeitosa e segura.

Para que isso seja possível, é fundamental desenvolver uma série de competências socioemocionais que auxiliam a sua prática, como habilidades de comunicação, autonomia e compreensão social, saber como lidar com as diferenças e quais são os aspectos que motivam o outro a realizar os seus comportamentos.

Essa postura de compaixão e altruísmo auxilia não só o outro, como também quem está exercitando sua empatia, uma vez que fortalece a construção de relacionamentos saudáveis. Por isso que ela se torna tão importante para o desenvolvimento de vínculos positivos entre qualquer pessoa, sobretudo nas crianças.

 

Qual a importância de ensinar esta competência à criança?

No tópico anterior, explicamos que a empatia oferece uma característica essencial para a construção de uma vida mais saudável e feliz: a capacidade de desenvolver relacionamentos mais saudáveis. No universo infantil, essa habilidade se torna essencial para a construção de vínculos com seus colegas, familiares e professores.

Além de ampliar a vida social de seu pequeno, ele se torna capaz de diferenciar quais relacionamentos trazem impactos positivos e investir neles em vez daqueles convívios com pessoas que podem diminuir sua qualidade de vida. E mais: essa habilidade é utilizada em todas as fases do desenvolvimento, até a vida adulta e a terceira idade.

Indo além, não podemos deixar de falar que a empatia oferece muitas vantagens na consolidação do aprendizado e educação das crianças, uma vez que ela aumenta a autoconfiança e diminui a formação de crenças limitantes em relação ao potencial de aprendizagem dos pequenos. Afinal, a empatia não só estimula a compreensão e respeito das dificuldades e limitações dos outros, mas também de si mesmo.

 

Como é possível ensiná-la para os filhos?

Até aqui, comentamos bastante sobre o conceito de empatia e sua importância para a vida dos pequenos. Com todas essas informações em mente é natural questionar-se sobre as melhores práticas para ensiná-la aos seus filhos, buscando auxiliá-los a conquistar suas melhores vantagens.

Por ser uma habilidade que se relaciona com outras competências socioemocionais, como autoestima, autoconfiança e comunicação social, é possível estimulá-la e aprender o seu funcionamento para que, então, possamos nos relacionar por meio dela. Mas será que existem diferenças no aprendizado das crianças e dos adultos quando falamos de empatia?

Se você acredita que a resposta é positiva, então acertou em cheio. Ensinar a empatia para os pequenos é uma tarefa muito mais fácil do que estimular este aprendizado nos adultos. Isso porque a criança está em uma fase do desenvolvimento propícia para captar o funcionamento do mundo e suas relações.

Nesse sentido, quando ensinamos que a empatia pode ser uma forma positiva e saudável de relacionamento consigo e com os outros, as crianças tendem a querer conhecê-la e praticá-la a fim de aprimorar o seu descobrimento sobre o mundo. Consequentemente, é possível estimular a sua aprendizagem com mais facilidade, além de fortalecer a assimilação desse conhecimento com segurança.

Para tanto, é fundamental utilizar uma série de estratégias que prendam a atenção de seu filho e ensinem sobre a empatia de maneira lúdica e dinâmica. Nos tópicos a seguir, elencamos as melhores ações para você utilizar dentro de casa e estimular essa habilidade em família. Confira!

 

Simule situações conflitantes e reconheça seus comportamentos

As situações conflitantes ocorrem cotidianamente, não é mesmo? Utilizá-las ao seu favor é uma das melhores formas para ensinar sobre empatia, já que são nesses momentos em que ela se torna mais necessária. Para os pequenos, você pode lançar mão de brincadeiras lúdicas que simulem acontecimentos estressores, reconhecendo quais são as atitudes tomadas para manejar a situação.

Aqui, utilizar histórias, brincar de teatralizar uma narrativa, desenhar e construir personagens com características marcantes são algumas das ações que os pais podem utilizar dentro de casa. Assim, quando seu filho apresentar uma fala ou um comportamento empático, é fundamental reforçar tal ação para que ele compreenda que isso é uma estratégia positiva e saudável.

 

Converse sobre os sentimentos do pequeno

Outra técnica indispensável é a conversa sobre os sentimentos. Assim como os adultos, as crianças também têm dificuldades em lidar com as emoções e os pensamentos, muitas vezes desenvolvendo tendências impulsivas e agressivas por não conseguirem compreender como manejar as angústias e frustrações que surgem em uma situação.

Por isso, separar um tempo para conversar sobre o que ele está sentindo é uma forma de praticar a empatia de pais para filho, e ensiná-lo sobre como respeitar suas próprias emoções. Esse exercício fortalece sua autoconfiança e educa a criança a utilizar essas mesmas técnicas com seus colegas e professores, respeitando o tempo de cada um.

 

Ensine por meio do exemplo

Não há como negar: o exemplo é uma das principais formas de aprendizado dos pequenos. Afinal, os filhos utilizam os pais como modelo de vida, seguindo e imitando seus comportamentos, atitudes, pensamentos e até emoções. Ser empático no ambiente familiar e em outros espaços ocupados em família é fundamental para ensinar o respeito e a ajuda ao outro.

No entanto, não é preciso ir além da sua capacidade. A empatia é uma competência complexa e dificilmente teremos estabilidade emocional para mantê-la ativa todos os dias. Respeitar o seu próprio tempo e conversar com seu filho sobre os momentos que ela não está presente é um passo importante para que ele mesmo compreenda e comece a aprender sobre sua atividade emocional.

 

Estimule o convívio social

Você já ouviu falar sobre como o convívio social é importante para o desenvolvimento dos pequenos? Pois é, além de oferecer outras competências como habilidades comunicativas e respeito ao próximo, ele também estimula o aprendizado da empatia e auxilia na construção de vínculos saudáveis com outras pessoas.

Indo mais além, o simples fato de estar em contato com colegas da mesma idade auxilia a criança na compreensão de que o mundo não gira em torno dela e dos seus desejos, mostrando a importância de reconhecer as necessidades do próximo e respeitá-las assim como as suas.

Estimular a empatia e ensiná-la para seu filho não precisa ser um desafio, não é verdade? Ao longo deste artigo, você pôde conhecer uma série de estratégias que fortalecem essa habilidade no desenvolvimento do pequeno e, de quebra, aproximam a relação entre todos de seu lar.

Então, gostou do conteúdo? Aproveite para continuar lendo sobre o universo infantil e entenda como prevenir o bullying com nosso guia completo sobre o tema.

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