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Criança agressiva e TOD: identifique a causa e saiba como agir

criança agressiva irritada pirraça birra

Criança agressiva e TOD: identifique a causa e saiba como agir

criança agressiva irritada pirraça birra

O primeiro passo para lidar como uma criança agressiva é entender o porquê do comportamento dela. Pode ser que o pequeno esteja passando apenas por uma fase natural de seu desenvolvimento. A causa também pode estar em algum acontecimento da vida dele.

Além desses possíveis fatores, tem a incapacidade das crianças de gerir as emoções, a ansiedade, a falta de autocontrole, o mau exemplo dentro de casa ou na escola, a violência e o bullying. Há ainda o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), responsável por tornar a criança agressiva. Enfim, há diversas explicações para a agressividade infantil.

Neste artigo, vamos esclarecer as possíveis causas do comportamento agressivo de crianças. Além disso, vamos dar dicas de como os pais e responsáveis devem agir. Entre elas, está o estímulo à leitura infantil. Acompanhe.

 

Toda criança agressiva tem algo importante a dizer

Criança-agressiva

Geralmente, a agressividade da criança torna-se mais evidente por volta dos 2 anos de idade. Esta fase, inclusive, tem um nome bastante assustador para os pais: Terrible Two (Terríveis 2 anos, em tradução livre).

Nessa idade, o pequeno, instigado pela sensação de liberdade, é egocêntrico e imediatista. É nesta fase que ele descobre que pode fazer escolhas. Porém, ainda não sabe que querer nem sempre é poder. E, por não saber lidar com o “não” e com a frustração, ele se irrita (e muito!) quando é contrariado.

Este período, também conhecido como adolescência do bebê, costuma gerar muito estresse para os pais.

Contudo, antes de perder a paciência com os filhos, é importante que os pais saibam que as crianças não são agressivas com o objetivo de irritá-los ou deixá-los chateados. A verdade é que, por serem imaturos, os pequenos não sabem lidar com as emoções e os sentimentos, nem têm habilidades comunicativas. Assim, não conseguem expressar com clareza, nem argumentar e, muito menos, controlar a impulsividade de chorar, gritar, bater, chutar ou morder.

Com o passar do tempo e o amadurecimento da criança, é esperado que ela adquira a capacidade de gerir as emoções, inclusive a raiva. Durante esse processo natural, os pais podem e devem estimular essa competência socioemocional. Esta é uma das principais formas de lidar com criança agressiva.

Vamos falar mais sobre isso adiante. Mas, antes, é importante conhecer e entender as causas da agressividade infantil. Continue lendo.

 

Causas da agressividade infantil

Veja quais são as possíveis causas da agressividade infantil:

 

– Imaturidade cerebral

As regiões cerebrais se desenvolvem em ritmos diferentes e o amadurecimento completo do cérebro se dá por volta dos 20 anos. Somente com esta idade, o jovem alcança a capacidade plena de lidar com as emoções e os sentimentos.

Ou seja, até lá, as crianças e adolescentes apresentam melhorias graduais nas capacidades de gerir a emoção, de se relacionar, de resolver problemas, de ser empático e resiliente, entre outras competências socioemocionais.

Assim, momentos de fúria são bastante comuns. Como as crianças não sabem o que é nem como lidar com a raiva, elas manifestam essa emoção por meio da birra e de atitudes agressivas.

 

– Falta de autocontrole

Dentre as competências socioemocionais que as crianças adquirem à medida que se desenvolvem, está o autocontrole. Então, quanto mais novas elas são, menos autocontrole têm. Isso faz com que elas ajam impulsivamente e com hostilidade em situações diversas.

 

– Ansiedade

A incapacidade das crianças de gerir as emoções pode causar também ansiedade e, muitas vezes, elas demonstram isso com ações destrutivas e agressivas.

 

– Maus exemplos

As crianças se espelham nas atitudes dos outros ao se comportarem. Então, se elas são tratadas à base de gritos e punições, elas adotarão a mesma postura agressiva ao lidarem com as pessoas, inclusive, com os pais. Ou, ainda, se viverem em um ambiente de constantes agressões verbais e ou físicas, poderão considerar tais atitudes normais, agindo da mesma forma.

 

– Educação permissiva ou autoritária demais

Punições extremas ou inconsistentes tanto quanto a ausência de disciplina podem ser responsáveis por se ter em casa uma criança agressiva. É importante que os pais encontrem um equilíbrio entre a permissividade e o autoritarismo para, assim, aplicarem uma educação positiva.

 

– Problemas de linguagem

A linguagem é o marcador mais importante no desenvolvimento infantil. Afinal, é por meio dela que a criança consegue se expressar, se comunicar e se adaptar ao seu meio. Quando o pequeno apresenta um atraso no desenvolvimento da linguagem, ele pode ter dificuldades para manifestar seus desejos e para se relacionar com as pessoas. Isso pode desencadear atitudes agressivas.

 

– Álcool e fumo durante a gravidez

De acordo com pesquisas do Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância, da Universidade de Montreal, no Canadá, o consumo de tabaco, álcool ou drogas durante a gravidez pode ter impacto permanente sobre a capacidade do cérebro da criança de controlar comportamentos violentos.

 

– Violência

Crianças que sofrem violência física, sexual e ou verbal podem apresentar comportamentos bastante agressivos. Alvos de bullying também podem ter condutas hostis.

 

– Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) afeta aproximadamente 10% das crianças e é duas vezes mais comum em meninos que em meninas.

Ele é caracterizado por um conjunto de sintomas: agressividade, desobediência, irritabilidade, baixa autoestima, humor deprimido, falta de empatia e de respeito pelos outros e falta de responsabilidade pelos próprios atos.

É importante ressaltar que crianças com TOD não têm esses sintomas esporadicamente. Pelo contrário, eles estão presentes por, pelo menos, seis meses.

E, por isso, esses pequenos costumam ter prejuízos no desempenho escolar e nas relações sociais. Afinal, como não respeitam seus professores, não prestam atenção às aulas. E, por serem muito agressivos e irritados, os amigos e até os familiares se afastam dele.

 

Como lidar com uma criança agressiva e com o TOD?

A seguir enumeramos estratégias que os pais e responsáveis podem utilizar ao lidar com uma criança agressiva.

Valide os sentimento de seu filho. Nomeie o que ele sente, pergunte a causa e auxilie-o na busca da solução.

– Em caso de brigas de irmãos, seja imparcial para evitar o ciúme e a raiva das crianças.

– Se seu filho está magoando os outros com seu comportamento agressivo, deixe-o saber que você sabe que ele está se sentindo magoado e aborrecido com alguma coisa, mas que você não pode deixar que ele magoe os outros.

– Ofereça escolhas limitadas.

– Inclua a criança na criação da rotina da família.

– Durante o momento de raiva da criança, reaja calmamente. Espere a fúria passar para conversar com seu filho sobre o ocorrido e ajudá-lo a pensar em maneiras de controlar esse sentimento.

– Se você for mãe ou pai solteiro/divorciado, evite qualquer comentário depreciativo sobre o outro pai/mãe de seus filhos. Isso pode resultar em raiva dentro da criança contra um dos pais.

Seja exemplo, validando seus próprios sentimentos e tratando com respeito as pessoas com as quais convive.

Fique atento aos desenhos animados e jogos que seu filho usa, pois podem ter cenas violentas.

Converse sobre violência, esclareça seu ponto de vista, mas ouça a criança também.

– Ensine as crianças a pedirem o que elas querem sem colocar outra pessoa para baixo. Isso é ensinar a diferença entre agressividade e assertividade.

– Não estabeleça padrões diferentes para meninos e meninas. Ambos devem conhecer quais são os comportamentos saudáveis e não saudáveis.

Tenha paciência: punir é mais fácil que educar, mas não é o melhor caminho.

– Leia para a criança: a leitura infantil aumenta o bem-estar do pequeno, pois ajuda a diminuir a hiperatividade e os comportamentos arredios.

Veja mais dicas com a psicóloga do Clube Auge, Letícia Coelho.

 

Terapias

Caso os pais e responsáveis encontrem dificuldade para lidar com o comportamento agressivo da criança e ou desconfiem que ela sofra com o Transtorno Opositivo Desafiador, é importante procurar ajuda especializada.

Nas terapias, a criança pode ser treinada para desenvolver o autocontrole, a capacidade de resolver problemas e de se relacionar bem. Além disso, elas serão estimuladas a ser empáticas.

Durante o tratamento, os profissionais também ensinam os pais e professores a valorizarem mais as atitudes positivas da criança e a não reforçar as negativas.

Todas essas técnicas ajudam bastante a amenizar os sintomas do TOD e a prevenir que a criança que sofre com esse transtorno desenvolva depressão ou outras doenças psicológicas.

 

A inteligência emocional no combate à agressividade e ao TOD infantil

Pesquisas científicas apontam que a agressividade na infância está aumentando – e em crianças cada vez mais novas.

Como já dissemos neste artigo, é normal que as crianças pequenas expressem a raiva por meio de comportamentos não saudáveis. Contudo, se elas são estimuladas a desenvolver a inteligência emocional desde cedo, aprendem a controlar as emoções e os impulsos. Assim, passam a se comportar de maneira mais saudável e aceitável.

Quando aprendemos desde a infância que devemos e podemos administrar a emoção e filtrar estímulos estressantes para contemplar o belo, libertar a criatividade, fomentar a generosidade, debelar o medo, dissipar a insegurança, controlar o instinto da agressividade, vivemos bem melhor.

Para o psiquiatra e escritor Augusto Cury, se as crianças e jovens aprendessem desde cedo a gerenciar as emoções, a humanidade seria outra, bem mais feliz.

Além disso, teríamos pensadores, e não repetidores de informação, com senso de observação, capacidade de se reinventar, de pensar a médio e longo prazo, de perceber as necessidades dos outros, de trabalhar perdas e frustrações, de reciclar falsas crenças.

Eles ainda seriam generosos, tolerantes, ousados, disciplinados, indagadores, carismáticos, empáticos e sonhadores. Ou seja, ter uma criança agressiva em casa seria uma exceção.

Mas, infelizmente, os pequenos estão carentes de inteligência emocional.

 

Mas, afinal, como desenvolver a inteligência emocional nas crianças?

A resposta é simples. Por meio de um tempo de qualidade em família e com as ferramentas certas.

Essas ferramentas têm como base as brincadeiras e leituras compartilhadas entre adultos e crianças, além do diálogo.

A brincadeira não é apenas um motivo de diversão na infância. Ela é também a principal forma de aprendizagem. Brincando, as crianças melhoram sua coordenação motora e desenvolvem a memória. Elas ainda ganham mais consciência corporal e aperfeiçoam as funções executivas do cérebro.

Além disso, a ludicidade ajuda a aumentar a criatividade e a ensinar valores essenciais sobre as regras de convivência com os outros. Ou seja, ela é indispensável para um crescimento saudável durante os primeiros anos de vida.

Já a leitura também aguça a criatividade e amplia o vocabulário e a visão de mundo.

Os livros ainda trazem ganhos para a concentração e memória, além de trabalhar a cognição e as competências socioemocionais, ajudando os pequenos a lidar melhor e a entender os próprios sentimentos.

A leitura é uma ótima ferramenta para desenvolver a inteligência emocional, principalmente quando é feita em conjunto, pais e filhos envolvidos na história. Desta forma, além de incentivar as crianças a gostar de ler, esses momentos promovem a união e estreitam os laços familiares.

E, por meio de brincadeiras e leituras compartilhadas, a família tem momentos de muito diálogo. E, assim, podem conversar sobre sentimentos.

 

Brincadeira, leitura e diálogo

O Clube Auge, o primeiro clube de livro infantil com inteligência emocional, reuniu essas três ferramentas – brincadeira, leitura e diálogo – em materiais exclusivos. O objetivo é promover a união da família e formar seres humanos melhores para um novo mundo.

Todo mês, os assinantes recebem um livro, um jogo e uma revista, além de caderno de atividades e acesso a dois aplicativos. Tudo desenvolvido por psicólogos e pedagogos para a criança aprender de maneira natural e interativa.

Resultado? Uma pessoa com senso crítico, capaz de gerir as emoções e de se relacionar de forma saudável com as pessoas. Já os pais reforçam o vínculo afetivo, de amizade e de confiança com seus filhos.  E aquela criança agressiva passa a fazer parte do passado. O Clube Auge é uma experiência mágica para toda família!

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