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Competências socioemocionais: qual a importância e como desenvolvê-las nas crianças?

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Competências socioemocionais: qual a importância e como desenvolvê-las nas crianças?

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O desenvolvimento de competências socioemocionais nas crianças é um tema que vem sendo debatido nas escolas e em outros ambientes de ensino. Afinal, com a implementação das novas diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), as instituições de ensino tornaram-se responsáveis por investir no fortalecimento das habilidades socioemocionais com seus alunos.

Acontece que, ainda que a escola tenha um papel importante no ensino e aprendizagem da consciência, gestão de emoção e autocontrole, assim como outras competências, esse processo não elimina as responsabilidades dos pais de oferecer o fortalecimento dessas habilidades para um bom desenvolvimento dos filhos.

Então, como é possível trabalhar cada competência socioemocional e garantir que seus filhos sejam protagonistas do próprio desenvolvimento? Para responder a essa pergunta, preparamos este conteúdo com todas as informações sobre as habilidades socioemocionais e como ajudar seus filhos a aprimorá-las. Acompanhe!

 

O que são as competências socioemocionais?

As habilidades socioemocionais podem ser entendidas como um conjunto de aptidões que possibilitam ao indivíduo uma melhor maneira de lidar com suas emoções, relacionando-se adequadamente com as pessoas de seu convívio.

Habilidades como empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro) e resiliência (aptidão para se adaptar a situações adversas) são alguns dos principais exemplos de competências socioemocionais. Essas características possibilitam que o indivíduo descubra quem realmente é, considerando seus pontos fortes e fracos e descobrindo como trabalhá-los da melhor maneira.

Nesse sentido, os pequenos que desenvolvem melhor as suas competências socioemocionais sabem controlar suas emoções com mais eficiência, tomam decisões responsáveis para alcançar seus objetivos e mantêm relações sociais positivas.

Esses conjuntos de habilidades podem ser interpessoais, quando envolvem interação com outros indivíduos, ou intrapessoais, quando se baseiam em uma relação consigo mesmo. Além disso, é possível dividir essas competências em três tipos: emocionais, sociais e éticas.

Essa abordagem evidencia a importância de entender o processo educacional de forma ampla e integral, e não simplesmente como a transmissão de conteúdos regulares. No entanto, esse ponto de vista requer mudanças culturais e de compreensão relacionadas aos pais e educadores, pois eles são os responsáveis pela alteração dessa metodologia.

 

A importância de trabalhar as competências socioemocionais

Imagine que o seu coração está acelerado, suas mãos suando e a tensão correndo pelo seu corpo como se fosse tomar conta de todas as suas atitudes a partir de agora. A cada instante, sua insegurança aumenta e a preocupação com o que os outros estão pensando cresce de maneira desproporcional e incontrolada. É assim que muitas pessoas se sentem diante de situações desafiadoras. Isso acontece quando elas não conseguem gerenciar as emoções.

Contudo, quando é feita uma boa gestão da emoção, esses sintomas de estresse podem trazer consequências positivas. Isso porque uma dose controlada de ansiedade é capaz de colocar o nosso corpo em movimento sem prejudicar a nossa saúde mental e física. Infelizmente, esta não é a realidade de muitas pessoas, inclusive, de crianças.

Muitos estudantes vivem em um ambiente escolar que oferece riscos à saúde mental. Por isso, é esperado encontrar alunos que não se sentem confortáveis ao irem para a escola ou, ainda, se deparam com muitos desafios ao tentarem desenvolver suas competências socioemocionais.

Com esse cenário em mente, diversos professores e pedagogos trouxeram à tona a importância do fortalecimento dessas habilidades para que os alunos pudessem não só experimentar um período escolar saudável, como também se tornar autônomos e responsáveis pelo seu desenvolvimento, garantindo uma vida adulta com maior bem-estar.

 

Mas, então, o que isso tem a ver com a responsabilidade familiar?

A resposta é muito simples: não há como trabalhar as competências socioemocionais com as crianças sem envolver os pais durante todo esse processo de aprendizagem. É no contexto familiar que o pequeno aprende como lidar com suas emoções, quais valores seguir e como se comportar em situações desconfortáveis e frustrantes.

Os hábitos desenvolvidos na primeira infância e os acontecimentos durante esse período interferem diretamente nas escolhas ao longo da vida adulta. Isso porque nos primeiros seis anos de vida ocorre um acelerado e constante desenvolvimento cerebral, proporcionando o amadurecimento emocional da criança.

Crianças com inteligência emocional desenvolvem uma elevada autoestima e melhoram seus relacionamentos interpessoais, o que aprimora o rendimento pessoal, social e escolar.

Nesse sentido, com os esforços da família e da escola alinhados, a criança conquista um aprendizado de muita qualidade, garantindo o conhecimento de todas as competências socioemocionais que precisam ser desenvolvidas por meio de uma linguagem acessível e totalmente aplicável no seu dia a dia.

Consequentemente, os pequenos conseguem:

  • expressar seus sentimentos, bem como respeitar as emoções dos outros por meio da sua autonomia emocional;

 

  • trabalhar em grupo e procurar construir novas relações saudáveis, isto é, com respeito à diversidade;

 

  • conhecer as regras de convívio social e respeitá-las, desenvolvendo habilidades sociais para conversar e resolver problemas em conjunto com outros colegas.

 

Essas pequenas atitudes se refletem na vida adulta, principalmente por ela ser marcada por responsabilidades originadas do exercício profissional e da formação de sua própria família. Assim, sabendo como trabalhar em equipe, conhecendo os princípios de cidadania e ética, fortalecendo o seu autocontrole e tendo uma consciência crítica em relação aos seus problemas e desafios, o seu filho conquistará bem-estar pessoal e profissional.

 

As competências socioemocionais e suas habilidades

Agora que você já conhece a importância de trabalhar as competências com seu filho, deve estar se perguntando: afinal, quais são essas habilidades? De maneira geral, existem doze competências socioemocionais fundamentais que qualquer pessoa deve desenvolver. No entanto, cada uma delas envolve outras capacidades que também podem ser aprimoradas com um trabalho conjunto da família e escola.

A seguir, listamos todas as competências e habilidades para que você as conheça e entenda como trabalhá-las de maneira consciente e acessível para as crianças. Confira!

 

1. Consciência crítica

Começamos com uma das mais importantes e que fornece uma base sólida para o estímulo de todas as outras competências: a consciência crítica. O desenvolvimento do pensamento simbólico é iniciado logo nos primeiros anos de vida, quando a criança começa a interagir com outras pessoas e descobre que existe um mundo além de sua família.

Assim, com o passar do tempo e seu amadurecimento, ela se torna capaz de compreender que cada sujeito apresenta sua própria personalidade, identificando os padrões e diferenças que tornam cada ser único. Além disso, os pequenos fortalecem o seu pensamento lógico e operacional, conseguindo resolver os seus problemas de maneira autônoma.

Essa fase de desenvolvimento apresenta um grande trabalho para as famílias e professores, já que a criança começa a questionar tudo e todos ao seu redor.

O impulso questionador demonstra que ela está aberta para conhecer as diversidades que o mundo apresenta. Quando essa diversidade é mostrada de maneira saudável, a criança consegue desenvolver uma série de habilidades, como:

  • fazer autocrítica positiva;
  • ter senso de autonomia;
  • identificar os padrões comportamentais dos outros;
  • conhecer suas limitações e potencialidades;
  • saber quando precisa de ajuda;
  • fortalecer sua autoestima;
  • assumir a responsabilidade que surge a cada ato que ela toma.

 

2. Gestão da emoção

Saber gerir nossas emoções não é tarefa fácil. Quantas vezes agimos por impulso e depois sentimos uma grande onda de arrependimento tomar conta dos nossos pensamentos? Pois é, muitas vezes, essas emoções se tornam tão intensas que afetam não só nossa saúde mental, como também o funcionamento de todo o organismo, ocasionando doenças somáticas.

O processo de ensino e aprendizagem sobre a gestão da emoção não diz respeito ao controle dos sentimentos de seus filhos. Muito pelo contrário: é importante ensiná-los que é natural sentir confusão, ansiedade, raiva e tristeza, buscando alternativas saudáveis que possam ajudá-los a lidar com esse turbilhão de sensações muitas vezes irreconhecíveis.

Assim, a criança consegue nomear cada sentimento e identificá-los nas outras pessoas, ações que contribuem para o desenvolvimento do autocontrole, confiabilidade, estabilidade de humor, gerenciamento saudável do estresse e da ansiedade, assim como da autoestima e da autoconfiança, evitando a construção de crenças disfuncionais que colocam sua saúde mental em risco.

 

3. Comunicação assertiva

A comunicação é um dos principais pilares que sustentam o nosso bem-estar. A cada instante estamos nos comunicando com os outros, sobretudo no contexto virtual e globalizado que compõe a nossa realidade atual. Isso faz com que as habilidades de diálogo sejam essenciais para regular uma boa qualidade de vida, concorda?

Nesse sentido, a competência da comunicação assertiva ganha uma extrema relevância no repertório de habilidades de seu filho. Ao aprender as melhores técnicas de comunicação não-violenta, ele consegue gerenciar os conflitos que aparecem no seu cotidiano, aprendendo a negociar de maneira racional e empática sem perder a abertura para o diálogo.

Indo mais além, ele torna-se capaz de debater ideias com respeito e compreensão, além de apresentar discursos claros e coesos. Isso permite a construção e a manutenção de vínculos positivos com as outras pessoas, além de fortalecer suas habilidades de trabalho em equipe e liderança.

 

4. Criatividade e resolução de problemas

A criatividade e a resolução de problemas caminham juntas. Afinal, é fundamental ter criatividade para conseguir superar os desafios que aparecem nas nossas histórias, não é mesmo? Assim, a lógica é muito simples: quando as desenvolvemos durante a infância, conquistamos uma vida adulta mais saudável.

Assim, seu filho consegue aprimorar habilidades como planejamento e organização, iniciativa e inovação, proatividade, responsabilidade e engajamento. Além disso, a sua compreensão em relação à autonomia é fortalecida, fazendo com que ele aprenda como gerir suas emoções e pensamento por meio da autorregulação.

Todas essas habilidades tiram seu filho de sua zona de conforto, fazendo-o pensar, refletir e criar iniciativas que melhoram a sua qualidade de vida com base no que ele sabe sobre ele mesmo e, é claro, sobre os outros. Consequentemente, ele aprende a tomar decisões de maneira responsável e consciente, levando em consideração todas as variáveis que envolvem sua escolha.

 

5. Proatividade

Em diversas situações nos deparamos com a facilidade com que os pequenos têm acesso à informação ou com a forma como as experiências são limitadas pela ação protetiva dos pais, o que torna as crianças pouco proativas. Nesse sentido, desenvolver a habilidade de agir e dar o primeiro passo sem que ninguém lhe peça é muito importante para as crianças.

O desenvolvimento e o reforço constante da proatividade são cruciais para que as crianças entendam que têm autonomia e liberdade para iniciar qualquer projeto. Por isso, implementar algo efetivamente pode ser muito mais esclarecedor e recompensador do que apenas pensar em fazê-lo.

 

6. Autocontrole

Assim como a consciência crítica, o autocontrole é outro pilar que sustenta o nosso bem-estar. Como você já deve imaginar, diversas pessoas têm dificuldades em implementar essa habilidade no seu cotidiano, agindo de maneira impulsiva e trazendo consequências que, muitas vezes, diminuem a sua qualidade de vida.

Quando desenvolvido desde criança, o autocontrole permite a responsabilização de suas atitudes sem trazer à tona o sentimento de culpa pelo erro cometido. Em outras palavras, o pequeno entende que fez algo errado e responsabiliza-se pelas consequências desse ato, mas evita a sensação de culpa constante.

Isso faz com que ele aprende com os erros. E qual é o resultado desse conhecimento? Seu filho fortalece a autoconfiança e sente-se muito mais seguro em tomar riscos calculados, já que conhece as consequências e sabe que precisa responsabilizar-se por elas caso aconteçam.

 

7. Autoconhecimento

O entendimento de sua própria essência e o domínio de si mesmo, de seus desejos, frustrações, pensamentos, crenças e esperanças talvez seja a forma mais eficaz de comandar a própria vida e as ações que fazem parte dela.

Desenvolver esse conceito nas crianças permite que elas tracem um mapa pessoal que lhes possibilita interpretar o que são e, acima de tudo, aonde querem chegar.

 

8. Gostar de aprender

Os nossos gostos são aprendidos por meio das experiências que temos ao longo de nossa vida. É por isso que é possível ensinar crianças a criarem um grande apreço pela aprendizagem, desde que respeitando suas preferências já constituídas por meio de suas vivências familiares e de amizade.

Afinal, o que isso quer dizer? Respeitar os gostos que as crianças já apresentam nada mais é do que associá-los ao processo de aprendizagem, vinculando o conteúdo ensinado com os seus tópicos favoritos. Nesse sentido, a aprendizagem lúdica ganha um excelente espaço no processo de ensino de competências socioemocionais.

O resultado desse incentivo por parte dos pais e também das escolas é o fortalecimento de uma série de habilidades, como:

  • sentir prazer ao conhecer algo novo;
  • entender-se como aprendiz na vida;
  • estimular sua criatividade, imaginação e curiosidade;
  • ter humildade para aprender com outras pessoas;
  • saber como procurar informações relevantes e coerentes com a realidade;
  • ter senso crítico para aplicar o seu conhecimento;
  • correlacionar conteúdos e experiências;
  • ter foco e concentração.

 

9. Empatia

A empatia é um sentimento muito discutido atualmente. Afinal, no mundo plural onde vivemos não é raro encontrar pessoas que apresentam dificuldades em conviver com as diferenças. Quando ensinamos a arte da empatia para as crianças mostramos um bom exemplo do que é o senso de cuidado e apoio ao outro.

Você já deve imaginar quais são as consequências dessa atitude, não é verdade? Aos poucos, seu filho entende a importância de respeitar a diversidade, assim como desenvolve a própria responsabilidade em relação às questões sociais, aprendendo a ouvir outras opiniões e criar um diálogo saudável com pessoas que pensam diferente dele.

Para isso, a criança precisa entrar em contato com as próprias emoções e ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, aprendendo a respeitar seus sentimentos, emoções e pensamentos.

 

10. Resiliência

Você se lembra que comentamos sobre a importância de aprender com os erros a partir do autocontrole? Pois é, o domínio dessa competência faz com que seu filho consiga aprimorar a sua resiliência, aprendendo a lidar com as adversidades que a vida apresenta ao mesmo tempo que reconhece a importância de saber como e quando recomeçar.

Dessa maneira, a flexibilidade em relação às perdas e frustrações, assim como a resistência em lidar com situações desafiadoras são aprimoradas, fazendo com que ele consiga reformular, reorganizar e adaptar a sua rotina e hábitos a fim de promover uma vida mais saudável.

Vale ressaltar que a resiliência também potencializa a habilidade da paciência e do planejamento, auxiliando seu filho a compreender a importância da organização e da perseverança. Assim, quando seus sonhos são estimulados, ele identifica com facilidade o que é preciso fazer para torná-los bons objetivos e prepara um plano que o auxilia a realizar algo maior.

 

11. Consumo consciente

Não há como negar: o consumo faz parte da nossa realidade. Ter consciência do que trazemos para dentro das nossas casas é uma das melhores formas de atingir bem-estar, já que com isso aprendemos a importância de uma boa gestão financeira e dos efeitos que a publicidade acarreta no nosso dia a dia.

É por isso que ensinar às crianças sobre o que é o consumo e como realizá-lo de maneira saudável fortalece a sua autoestima e autoconfiança, ao mesmo tempo que permite a conscientização sobre diversos temas, como os aspectos socioambientais, a formação dos hábitos de consumo, as técnicas de persuasão e como isso impacta no ato de comprar.

Consequentemente, seu filho aprende desde cedo a importância de cuidar do seu dinheiro e de ter autocontrole para fazer compras que realmente corroboram com aquilo que ele precisa. Assim, é mais fácil gerir as emoções de frustração e lidar com a falta de um bem material.

 

12. Cidadania e ética

Para concluir, a última competência socioemocional que deve ser ensinada às crianças se relaciona com o conhecimento sobre cidadania e ética. Em uma sociedade plural, precisamos conhecer quais são os nossos direitos e deveres enquanto cidadãos a fim de respeitá-los e cumpri-los no nosso dia a dia.

Portanto, ensinar as noções de liberdade, solidariedade, igualdade e comunidade é uma atitude imprescindível entre os pais e a escola. Isso faz com que seu filho entenda quais são as regras sociais, aprendendo a respeitá-las ou até mesmo investir em um diálogo que permita a sua transformação a fim de melhorar a sociedade em que vive.

Além disso, ele aprenderá sobre noções de justiça social e bem-estar geral, bem como sobre temas que se relacionam com a vida socioambiental. Assim, as ações colaborativas e o trabalho em equipe se tornam habilidades comuns de sua realidade, e sua capacidade de empatia e respeito é aprimorada.

 

Como ajudar seu filho a desenvolver as competências socioemocionais?

Até aqui você pode compreender quais são as competências socioemocionais e qual a importância de ensiná-las para seus filhos. Entretanto, quando abordamos o desenvolvimento dessas habilidades, sempre surge a grande questão: como é possível ajudar as crianças a fortalecê-las?

Se você está esperando uma única resposta, precisamos avisar que ela não existe. As habilidades socioemocionais são muito vastas e englobam uma série de capacidades que seu filho aprenderá aos poucos e, como comentamos, por meio de experiências e exemplos.

Em outras palavras, existem diversas formas para você potencializar as competências de seus filhos, como:

  • investir em um diálogo aberto e seguro sobre seus sentimentos e questionamentos em relação ao mundo e às relações estabelecidas;
  • estimular o seu próprio desenvolvimento pessoal, conhecendo quais são as habilidades que você deve potencializar para depois ajudar o seu filho;
  • conhecer a instituição de ensino e identificar quais são as estratégias que eles realizam para fortalecer as competências socioemocionais dos pequenos;
  • criar um ambiente familiar saudável e respeitoso, que ensina valores como empatia e resiliência;
  • incentivar vivências sociais e acompanhar o desenvolvimento que o seu filho apresenta durante essas experiências afetivas.

 

Cada uma dessas ações engloba diversas competências e habilidades que ensinam as melhores formas para seu filho fortalecer as habilidades que ele já tem, seja por meio do diálogo ou do exemplo. Além disso, você se torna capaz de reconhecer aquelas capacidades que precisam ser trabalhadas para que os pequenos tenham um excelente exemplo dentro e fora de casa.

 

Aprendizado socioemocional

Para facilitar o aprendizado socioemocional, os pais podem trabalhar as funções executivas dos filhos, ou seja, as habilidades cognitivas que as crianças desenvolvem desde a infância com o intuito de controlar emoções, pensamentos e ações.

A primeira função diz respeito à memória de trabalho, relacionada à capacidade que os pequenos têm de entender e manter informações durante curtos períodos. Esse aprendizado possibilita que a criança foque a sua atenção e finalize suas ações.

Já a flexibilidade cognitiva diz respeito à habilidade de encontrar outras alternativas de resolução para quando algo não sai como o planejado. Isso permite que a criança tenha autonomia suficiente para aplicar regras diferenciadas em contextos variados, contribuindo para o dinamismo das convenções sociais ao longo da vida.

Por fim, a função executiva do controle inibitório é considerada a mais complexa a ser trabalhada com os pequenos. Essa aptidão é responsável pelo controle dos desejos, pensamentos e impulsos, a fim de resistir a tentações.

Em se tratando desse caso, é importante que a criança, mesmo com outras opções mais interessantes, tenha atenção focada e seletiva na verdadeira prioridade. No entanto, como os pequenos ainda estão construindo sua inteligência emocional, é comum observar momentos de birra e impulsão por falta de autocontrole de suas emoções.

 

Estímulo à inteligência emocional

A inteligência emocional consiste na capacidade que os indivíduos apresentam de identificar seus próprios sentimentos e os dos outros, gerenciando emoções, ponderando atitudes e priorizando as boas relações interpessoais.

Com isso, os pais devem vivenciar a parentalidade positiva, com o objetivo de estimular os pequenos a conversar sobre seus sentimentos e a pensar sobre suas emoções. Se antes, ao experimentar sensações de frustração, a criança fazia birra e se jogava no chão, agora, com inteligência emocional, ela pode demonstrar sua insatisfação a partir de representações no papel, por exemplo, o que transforma esse anseio em algo palpável.

Nesse sentido, é fundamental que os pais não respondam com críticas, fúria ou ameaças às atitudes indesejáveis das crianças. É necessário que os filhos estejam em ambientes tranquilos e seguros para desenvolver melhor as suas emoções.

Também é importante que, durante a primeira infância, os pais se comuniquem com os pequenos por meio de frases mais diretas e curtas, além de agir sempre de maneira adequada. Os filhos se espelham muito nas atitudes de seus progenitores, os quais servem como uma fonte de inspiração para o seu aprendizado.

 

Qual é o papel da escola na educação socioemocional?

Como já discutimos, a felicidade familiar influencia significativamente na inteligência emocional das crianças, mas também é papel da escola auxiliar nesse processo de evolução. Esse tipo de ensino é uma forma eficaz de engajar os estudantes no seu próprio dever de aprendizado, explorando todo o seu potencial.

Os alunos que compreendem suas emoções e reconhecem a importância do aprendizado tornam-se mais compreensivos, autônomos e responsáveis com as regras sociais. Além do desenvolvimento acadêmico, esses indivíduos se inserem mais facilmente na sociedade.

Ao colocar o foco na inteligência emocional, a escola também reduz significativamente a prática de bullying e os episódios de indisciplina. Outro benefício é que, para as crianças, os professores se tornam grandes fontes de inspiração.

Aproximar os pais da escola, por meio de eventos promovidos pela instituição ou em reuniões, é outra excelente maneira de estimular o aprendizado. A interação com os profissionais ajuda a identificar falhas e a resolvê-las eficientemente, auxiliando os próprios professores a fortalecer suas capacidades socioemocionais.

 

Como as competências socioemocionais são trabalhadas pelo Clube Auge

Trabalhar todas essas competências é um grande desafio. Afinal, os pais devem não só tê-las bem fortalecidas no seu dia a dia, como também aprender a adaptá-las para uma linguagem acessível às crianças, para que seus filhos consigam aprimorar tais habilidades com mais facilidade.

Para isso, o Clube Auge criou materiais exclusivos que auxiliam as famílias a trabalharem com os seus filhos todas as competências socioemocionais, a fim de promover uma melhor qualidade de vida e um ambiente familiar saudável. Conheça esses materiais a seguir.

 

Livro

Cada narrativa aborda uma competência e muitas habilidades socioemocionais.

As histórias acontecem na floresta com uma turminha de animais muito animada e especial. Juntos, os personagens passam por experiências e aprendem a lidar com suas emoções, como expressá-las, quais são seus impactos no bem-estar e na qualidade das relações que estabelecem uns com os outros.

Uma das protagonistas é a Tartaruga Tita, que tem diversos traços de personalidade, como:

  • é alegre, gosta de contemplar o belo, de filosofar e de pensar sobre a vida;
  • também é tímida e preguiçosa, demorando para tomar decisões por ser muito crítica e fugir das responsabilidades;
  • tem uma inteligência orientada para a área linguística, pois adora aprender outros idiomas, além de adorar escrever e tem essa ação como um hobby;
  • mora com os pais e tem dois irmãos e duas irmãs.

 

Essas características fazem da Tita uma personagem única na história, assim como todos os outros seis personagens apresentam seus próprios traços. Assim, quando os pais trabalham esses livros com seus filhos, auxiliam a compreensão sobre a diversidade e estimulam o gosto pelo aprendizado, a empatia, a gestão da emoção, a criatividade e a resiliência.

 

Jogo das Emoções

O jogo trabalha as quatro emoções básicas – alegria, tristeza, raiva e medo. Além disso, traz um bate-papo de interação com os comportamentos saudáveis e não saudáveis da Turma Auge. De forma divertida, você estimula o desenvolvimento pessoal de seu filho.

O jogo trabalha com três eixos principais: identificar as emoções, verbalizá-las e associar as atitudes saudáveis e não saudáveis ocasionadas pelos sentimentos anteriormente reconhecidos. Dessa maneira, as crianças aprendem como gerir suas próprias emoções, além de desenvolverem criatividade, autocontrole, resiliência e senso de cidadania e ética.

É importante lembrar que, durante o jogo, não existem respostas certas ou erradas, já que cada situação-problema foi criada para promover uma reflexão entre os pais e os filhos. Portanto, um dos objetivos do jogo é criar uma interação entre os valores familiares e o pequeno, auxiliando-o a consolidar os propósitos construídos pelos pais.

Assim, por meio dessa brincadeira, a criança consegue não só reconhecer o que está sentindo, como também nomear suas emoções e expressá-las de maneira não violenta, aprimorando sua comunicação e consciência crítica. Como consequência, há a melhora na sua autoestima e autoconfiança, bem como no respeito e empatia com o sentimento dos outros.

 

Revista da Família

Na Revista da Família, você encontra informações sobre a importância das competências socioemocionais. Há ainda dicas, técnicas e ferramentas para enriquecer o aprendizado da família no dia a dia.

Com a leitura da revista, os pais podem explorar ainda mais as competências socioemocionais trazidas por meio da narrativa e do Jogo das Emoções.

Dependendo do plano escolhido, as famílias ainda recebem o Caderno de Desafios Socioemocionais e acesso a dois aplicativos.

 

Sobre o Clube Auge e as competências socioemocionais

O Clube Auge é um clube de leitura infantil que tem como diferencial a abordagem das competências socioemocionais adaptadas para o entendimento das crianças. Com materiais 100% exclusivos, o Clube Auge oferece livros que trabalham a inteligência emocional, tornando-se uma excelente ferramenta que auxilia os pais na educação de seus filhos e contribui para o seu desenvolvimento saudável.

Estimular as competências emocionais nas crianças pode ser um grande desafio. No entanto, é de extrema importância que elas sejam trabalhadas de uma maneira saudável para garantir que seu filho tenha mais bem-estar durante todo seu processo de desenvolvimento. Ao seguir essas dicas, você conseguirá potencializar as habilidades dos pequenos e garantir que eles tenham uma vida bela e feliz.

E então, o que achou do nosso conteúdo? Se ficou com alguma dúvida e gostaria de conhecer mais sobre o Clube Auge, não hesite em entrar em contato conosco!

 

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