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Como educar crianças obedientes com base no diálogo

criança obediente brincando com os pais

Como educar crianças obedientes com base no diálogo

criança obediente brincando com os pais

Educar crianças obedientes é o desejo de qualquer mãe ou pai. Porém, eles costumam encontrar muita dificuldade nesta tarefa. Isso se deve, principalmente, porque durante a infância deles, a educação era imposta pelos adultos, sem diálogo com a criança, e funcionava com base na punição.

Hoje, há uma série de evidências científicas que comprovam que a educação baseada no diálogo, com foco no afeto, na compreensão, no respeito e no aprendizado mútuo é bastante eficaz na formação não somente de crianças obedientes, mas, também, de seres humanos mais felizes e saudáveis.

Neste artigo, você vai ver que apesar de não existir um manual de instrução para educar filhos, há maneiras de deixar esse processo mais tranquilo para ambas as partes. Confira!

 

Educação positiva para formar crianças obedientes

Educar positivamente é ser permissivo? Não. Esta é uma grande confusão que muitas pessoas fazem quando o assunto é educação positiva.

Educar positivamente é dar autonomia à criança e estimulá-la a ser autoconfiante, otimista, empática, entre ter outras habilidades. Tudo isso sem deixar de estabelecer limites firmes e regras sólidas com base no diálogo e na construção de um vínculo afetivo forte entre o pequeno e seus pais.

Já a permissividade significa aceitar e tolerar tudo. Não há conversa. A criança faz o que quer e os pais, por desinformação, negligência ou falta de paciência, aceitam.

Geralmente, quem confunde o educar de maneira positiva com ser permissivo é autoritário demais. Ou seja, acredita que a educação só funciona com gritos, ameaças e punição.

No entanto, o resultado desse autoritarismo é o medo. E este sentimento é bem diferente de respeito. Então, por temer os castigos dos pais, o filho se afasta deles e, muitas vezes, esconde suas ações para não sofrer com as penalidades. Assim, a conexão entre pais e filho é diminuída, fazendo com que a educação se torne um processo ainda mais difícil.

Mais do que facilitar o papel dos pais, a educação positiva contribui para o desenvolvimento da criança e evita problemas comportamentais.

 

Dialogar X ameaçar

A ameaça é uma maneira utilizada por muitos pais para fazer seus filhos obedecerem a ordens. No entanto, esta estratégia pode funcionar apenas momentaneamente. A longo prazo, a lição não será absorvida pela criança.

É o que mostrou uma pesquisa desenvolvida por Jonathan Freedman (1965) e citada por Robert Cialdini, professor de Psicologia e Marketing, em seu livro “As Armas da Persuasão” (2012).

No experimento, Freedman reuniu meninos em uma sala com brinquedos. Mas, os proibiu, ameaçando-os, de brincarem com um robô. Após a ordem e a advertência, ele se retirou da sala e deixou as crianças sozinhas. Durante sua ausência, apenas um menino tocou no robô.

Depois de seis semanas, o pesquisador enviou uma ajudante à escola para aplicar um outro teste com os mesmos garotos, sem citar qualquer relação com ele. As crianças voltaram para a sala dos brinquedos e foram informadas de que poderiam brincar com qualquer um. Resultado: 77% escolheram brincar com o robô.

Já com um outro grupo de meninos, Freedman agiu diferente. Apenas disse que era errado mexer no robô, sem qualquer ameaça. Como ocorreu com a primeira equipe, apenas 1 dos 22 tocou no robô, quando ele se ausentou momentaneamente da sala.

A diferença surgiu no experimento de seis semanas depois. Quando tiveram a chance de brincar com qualquer brinquedo sem a presença do pesquisador, somente 33% escolheram o robô.

Ou seja, a ameaça só funcionou enquanto os meninos achavam que poderiam ser flagrados e punidos. O diálogo foi mais eficaz para a ordem ser cumprida a curto e a longo prazos.

Este estudo citado por Cialdini ressalta a importância de educar as crianças para que sejam não somente obedientes pontualmente, mas, sim, para que cultivem um compromisso a longo prazo com seus pais e com as outras pessoas com as quais convivem.

 

Educar não é repetir palavras

Para garantir uma boa educação e um desenvolvimento saudável para seus filhos, os pais devem encontrar um equilíbrio na maneira de educá-los. É preciso conciliar a maturidade da criança, o que é exigido dela e o posicionamento dos adultos em relação a esses fatores.

“Guarde os brinquedos.” “Arrume seu quarto.” “Coma tudo.” “Não brigue com seu irmão.” Essas frases costumam se repetir diversas vezes ao longo de um dia em um lar com crianças. Pais cansam de pedir e de dar ordens e os pequenos parecem nem escutar.

Na verdade, muitas vezes, eles não escutam mesmo, pois estão entretidos com alguma atividade e têm dificuldade de se concentrar em mais de uma tarefa.

Além disso, de acordo com o médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, quando você repete as mesmas coisas, aciona um gatilho inconsciente que abre determinados arquivos da memória, que contêm as velhas críticas, e seus filhos já saberão tudo o que você vai dizer. Então, eles se armarão e se defenderão. Consequentemente, o que você disser não ecoará dentro deles. Ou seja, não gerará um momento educacional.

Para Augusto Cury, educar não é repetir palavras, é criar ideias e encantar. Filhos não são robôs que funcionarão seguindo regras de um manual. Se eles erram e ou desafiam os pais, estes precisam ter novas atitudes.

Quando os pais conseguem inovar e surpreender seus filhos, eles estão no caminho certo para formar mentes brilhantes. E, assim, estão preparando os pequenos para lidar com diversas situações da vida e, consequentemente, estão influenciando positivamente o futuro do mundo.

 

Afinal, como educar crianças obedientes?

Diversas pesquisas estabeleceram uma relação entre práticas parentais e as reações das crianças. Crianças educadas com base no diálogo e respeito por pais participativos manifestaram emoções positivas. Já aquelas com pais que aplicaram uma disciplina autoritária, permissiva ou negligente apresentaram problemas de comportamento como irritabilidade e agressividade.

Para ajudar os pais a encontrar um equilíbrio na maneira de educar seus filhos, reunimos algumas dicas. Confira!

– Estabeleça regras claras e explique as causas e os porquês.

– Aplique as consequências que foram estabelecidas.

– Estimule a arte de pensar antes de agir e reagir.

– Evite criticar em excesso os comportamentos inadequados. Em vez disso, incentive seu filho a refletir sobre as falhas.

– Elogie sempre os bons comportamentos.

– Ajude a criança a identificar a ligação entre suas ações e resultados bem-sucedidos.

– Surpreenda seu filho. Em vez de gritar em um momento de estresse, abrace-o e diga que vai ajudá-lo a superar a situação.

– Estabeleça combinados. Por exemplo, antes de chamá-lo para ir embora do parquinho, combine que ele pode escolher mais um brinquedo e depois vocês vão para casa. Assim, a criança já se prepara para este evento.

– Encoraje a cooperação. “Você quer usar o chinelo vermelho ou o amarelo?”; “Prefere levar uvas ou morangos para o lanche da escola?”. Desta forma, seu filho vai sentir que a opinião dele é importante.

– Mantenha a calma. Se você gritar, será menos compreendido pela criança e, além disso, ela poderá se assustar, vai chorar e ninguém vai se entender.

– Informe-se. Pais bem-informados conhecem melhor os desafios que enfrentarão no futuro e saberão fazer as devidas adaptações, quando for o momento.

– Dialogue sempre. O diálogo permite ao pequeno assumir a responsabilidade pessoal por certa conduta.

 

Os desafios vão acontecer. Não surte!

Perfeição não existe. Por mais que você seja paciente e siga todas as orientações para aplicar uma educação positiva, educar crianças obedientes não é fácil.

Diante de uma situação de estresse, a primeira atitude dos pais deve ser reconhecer a emoção de seu filho, depois se acalmar e pensar como agir.

Uma disciplina que ajude a compreender o que é ou não é aceitável contribui para que a criança desenvolva habilidades sociais, empatia, autocontrole e capacidade de prestar atenção, de planejar suas ações e de fazer amigos. Além disso, crianças obedientes terão mais sucesso na escola e, no futuro, serão profissionais bem-sucedidos.

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