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Burnout em crianças: esgotamento físico e mental

burnout em crianças estressadas

Burnout em crianças: esgotamento físico e mental

burnout em crianças estressadas

Criança é sinônimo de alegria e de muita energia. Contudo, está cada vez mais comum encontrar meninos e meninas exaustos, estressados e depressivos. Esses sintomas são típicos da Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional comum em pessoas que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, mas que tem atingido os pequenos também.

A Síndrome de Burnout ainda nem existe oficialmente. Ela passará a constar na Classificação Internacional de Doenças (CID) em 2022. Mas, especialistas da saúde mental já alertam que os anos 2020 deverão ser marcados como aqueles que popularizarão o Burnout, ou esgotamento pelo trabalho.

Parece estranho diagnosticar uma criança com uma síndrome que costuma afetar médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, entre outros profissionais. No entanto, infelizmente, esta é uma realidade dos dias atuais.

A sociedade – pais, escola e família – tem cobrado um esforço que, muitas vezes, ultrapassa os limites das crianças. O desejo de garantir um futuro de sucesso a elas acaba gerando uma cobrança exagerada por parte dos responsáveis. Assim, os pequenos ficam com uma agenda lotada de tarefas. O resultado é uma estafa física e mental.

Neste artigo, citaremos os principais sintomas do Burnout em crianças, além de dar dicas de como evitar que o mal dos anos 2020 afete os pequenos. Acompanhe.

 

O que é Síndrome de Burnout?

Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior. Numa tradução livre, burnout seria “queimar até o fim”. Ou seja, a Síndrome de Burnout é o ápice do estresse e do esgotamento físico e mental. As pressões e cobranças acumuladas são exteriorizadas em diversos sintomas. Em alguns casos, pode resultar em estado de depressão profunda. Por isso, é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sinais.

Nos adultos, a principal causa da doença é o excesso de trabalho. Já nas crianças, a cobrança própria ou de familiares por altas notas na escola e uma agenda lotada de atividades extracurriculares podem gerar essa síndrome.

Em entrevista à Rádio França Internacional , a psicóloga francesa Aline Nativel Id Hammou afirmou que “hoje em dia, ser criança é uma profissão de gente grande, com expectativas, exigências, metas e atribuição de funções”.

A especialista reuniu em um livro casos de jovens pacientes que vivenciaram uma situação de exaustão generalizada. Na obra “La charge mentale chez l’enfant quand nos exigences les épuisent” (“A carga mental nas crianças quando nós exigimos demais delas”, em tradução livre), ela conta, por exemplo, a história de uma menina de 8 anos que dormia durante as terapias tamanho era o cansaço dela.

Esse relato leva a algumas reflexões: até que ponto é saudável uma criança ter compromissos como inglês, natação, música, balé, futebol? Qual o limite para cobrar boas notas de crianças?

Geralmente, os pais querem oferecer o melhor para os filhos. Assim, buscam estimular e aprimorar as competências cognitivas com cursos e aulas extras. Entretanto, esquecem do básico: infância é época de brincar.

Com tantas atividades, os pequenos hiper estimulados não têm tempo de ser, simplesmente, crianças. E, então, passam a ter doenças e transtornos típicos de adultos como ansiedade, depressão e a Síndrome de Burnout.

 

Quais os principais sintomas da Síndrome de Burnout em crianças?

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:

  • Cansaço excessivo, físico e mental.
  • Dor de cabeça frequente.
  • Alterações no apetite.
  • Insônia.
  • Dificuldades de concentração.
  • Sentimentos de fracasso e insegurança.
  • Negatividade constante.
  • Sentimentos de derrota e desesperança.
  • Sentimentos de incompetência.
  • Alterações repentinas de humor.
  • Isolamento.
  • Fadiga.
  • Pressão alta.
  • Dores musculares.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

 

Esses sinais e sintomas podem aparecer tanto em adultos quanto em crianças que sofrem com esse distúrbio emocional. Nos pequenos ainda é possível observar:

  • Queda no desempenho escolar.
  • Falta de disposição para brincar.
  • Seriedade atípica para a idade.

 

A psicóloga francesa, especialista no assunto, descreve que crianças que sofrem com Síndrome de Burnout são como adultos em miniatura. E, por terem muitas regras e compromissos para seguir, elas sorriem cada vez menos, tornam-se sérias. Algumas passam até por superdotadas, por serem excessivamente intelectualizadas para a idade.

Normalmente, os sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar do tempo. O ideal é que a família busque orientação profissional nos primeiros sinais. Entretanto, nesses casos, pais e ou responsáveis costumam não aceitar o diagnóstico.

Quando não tratado na infância, o Burnout pode gerar sérias consequências, físicas e emocionais, na adolescência e na vida adulta.

 

Como prevenir esse distúrbio emocional?

A prevenção da Síndrome de Burnout em crianças cabe aos adultos responsáveis por elas. Veja a seguir cinco atitudes para evitar que os pequenos sofram desse mal.

 

1 – Deixe a criança brincar

A principal tarefa de uma criança deve ser brincar. Além de se divertir e relaxar, por meio de brincadeiras, ela também pode aprender bastante.

 

2 – Faça atividades fora da rotina

Inclua na agenda da semana atividades que fujam à rotina diária como passear em um parque, comer em um restaurante ou ir ao cinema.

 

3 – Tenha um tempo de qualidade com o pequeno

Independentemente se são horas ou alguns minutos, dedique-se exclusivamente à criança quando estiver com ela. Nesse tempo, conversem, brinquem ou leiam juntos.

 

4 – Permita que a criança erre

A busca pelo perfeccionismo é uma das origens do Burnout. Todos somos passíveis de erros. Em vez de punir o pequeno por errar, ensine-o a aprender com o erro.

 

5 – Desenvolva a Inteligência Emocional no pequeno

Os pequenos devem aprender desde cedo a vivenciar as emoções que sentem, mesmo que seja a tristeza, o medo ou a raiva. Quando aprendemos a lidar com as emoções – nossas e as dos outros – conseguimos trabalhá-las, evitando que elas comandem nossas atitudes e pensamentos. Este último tópico é essencial para manter uma mente saudável.

 

As constantes transformações do mercado de trabalho, crises econômicas e os avanços da tecnologia provocam um sentimento de insegurança generalizado. É aceitável a preocupação dos pais em oferecer recursos para que os filhos sejam bem-sucedidos no futuro.

Entretanto, é preciso moderação, pois de nada vai adiantar a criança, quando adulta, alcançar um emprego com alto salário e sofrer com crises de ansiedade, depressão ou outras doenças e transtornos mentais.

É importante saber que sucesso e felicidade não são sinônimos. Mas, há maneiras de conquistar os dois para seu pequeno. Quer saber como? Entre em contato conosco e saiba como aplicar a “Psicologia da Felicidade”.

 

 

 

 

 

 

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