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Ansiedade: como evitar que seu filho sofra com o mal do século?

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Ansiedade: como evitar que seu filho sofra com o mal do século?

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A ansiedade tem atingindo as pessoas cada vez mais cedo, afetando inclusive as crianças. Por isso, o psiquiatra e escritor Augusto Cury define este problema como o mal do século.

Se você considera seu filho ansioso saiba que não está sozinho. Desde cedo, as crianças aprendem que praticamente tudo pode ser resolvido com um clique e que o conhecimento está ali para quem quiser ver, comentar e compartilhar.

Com isso, a capacidade de pensar, raciocinar e criar tem ficado de lado. Os pequenos estão imediatistas, querem tudo já e agora. E, claro, nem sempre as coisas vão ser como eles esperam.

Então, vem a frustração, sentimento com o qual poucos sabem lidar. As consequências disso são danosas: ansiedade, estresse, depressão e outros problemas que abalam a saúde emocional.

Estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Diversas outras pesquisas apontam que o planeta vive um boom de pessoas que sofrem com algum transtorno psíquico. Precisamos agir para combater esse mal, principalmente, para proteger nossas crianças. É sobre isso que vamos falar neste artigo. Acompanhe.

 

Geração Ansiedade

Quem viveu a infância até início dos anos 90 deve ter tido o privilégio de poder brincar na rua de pique-pega, pique-esconde, polícia e ladrão, taco, queimada, dentre tantas outras brincadeiras.
Dentro de casa, havia poucos brinquedos. As crianças geralmente eram presenteadas apenas em três datas do ano – aniversário, Dia das Crianças e Natal.

Até bem pouco tempo atrás, os pequenos criavam mais para se divertir. Quem tem mais de 30 anos com certeza já construiu uma casinha na árvore ou, pelo menos, tentou. Na televisão, os desenhos tinham horários para ir ao ar e quem fazia a seleção deles era o canal televisivo.

Em meados dos anos 90, houve uma revolução tecnológica. E, assim, computadores, internet e celulares, até então regalias de poucos, passaram a fazer parte do cotidiano da população. A partir daí, o avanço da modernidade não parou mais. O acesso facilitado à tecnologia e às informações ampliaram nosso conhecimento do mundo, mas, ao mesmo tempo, geraram um grande problema – a ansiedade.

As crianças de hoje passam o dia em frente a telas. Elas têm redes sociais e é no mundo online que ocorre a interação com os amigos.

Brinquedos têm aos montes. E não ganham mais em ocasiões especiais. Muitas vezes, exigem a novidade do momento assim que é lançada.

Elas consomem desenhos, filmes, séries e músicas de acordo com o que gostam, a hora e quanto tempo querem pelas plataformas streaming.

Essa facilidade a tudo está criando uma geração de ansiosos. Estes têm a necessidade de estar entretido a todo momento e não conseguem lidar com o tédio nem apreciar atividades mais simples como um almoço em família, por exemplo. Mas, o que os pais podem fazer para ajudar seus filhos no combate à ansiedade? Continue lendo.

 

Como lidar com o tédio?

As crianças precisam saber lidar com os momentos de tédio e o papel dos pais é essencial para esse aprendizado e o desenvolvimento pessoal dos pequenos.

Acostumados ao fluxo de informações dinâmico e veloz, quando nos deparamos com tempo livre, muitas vezes, ficamos angustiados e ansiosos por fazer alguma atividade produtiva. Logo, pegamos o smartphone para ver as últimas atualizações das redes sociais ou quais notícias estão sendo compartilhadas nos grupos de WhatsApp. Com as crianças não é diferente.

Qual mãe ou pai nunca colocou um desenho para a criança assistir no celular enquanto a família almoçava num restaurante?

É prático, não é mesmo? A criança fica sentada, quietinha e todos podem comer tranquilamente.

Desta forma, o pequeno é acostumado a ter que estar entretido com algo. Ele não pode, simplesmente, sentar-se à mesa, comer e conversar.

Para diminuir a ansiedade de pais e filhos, preparamos algumas dicas de como aproveitar o tempo livre de maneira saudável com sua família:

• Desenhar
O desenho estimula a criatividade, além de ser uma atividade relaxante. No exemplo da situação do restaurante, um guardanapo e uma caneta podem ser excelentes passatempo. Enquanto a criança faz o desenho, os pais podem interagir, propondo desafios.

• Brincar com a imaginação
Os familiares podem sentar-se em roda e cada um inventa uma parte de uma história. A criação de narrativas estimula a capacidade de inovar, pensar e resolver problemas, além de ser um prazer compartilhado.

• Cuidar da natureza
O cuidado com a natureza é uma boa forma de diminuir a ansiedade. Plante uma semente com seu filho e peça ajuda para regar a plantinha todos os dias. Observe o seu crescimento, tire fotos. Isso estimula a paciência, característica bastante saudável.

 

A gestão da emoção no combate à ansiedade

A gestão da emoção é uma competência socioemocional que gera diversas habilidades como saber reconhecer as emoções e seus efeitos, ter autocontrole, conseguir gerenciar o estresse e a ansiedade, além de motivar pensamentos e atitudes positivas.

Crianças que sabem lidar com suas próprias emoções e as dos outros tornam-se adultos bem-sucedidos pessoalmente e profissionalmente.

Em um mundo com excessos de informação e pressão, ter o domínio da mente para saber filtrar o que é ou não importante para nossa vida é o segredo para uma boa saúde física e psíquica.
Isso é o que chamamos de inteligência emocional.

Desenvolver essa capacidade nas crianças depende de um trabalho conjunto dos educadores e, principalmente, dos pais ou seus cuidadores.

Leitura compartilhada, brincadeiras e muitos momentos de conversa são alguns modos para trabalhar a gestão das emoções com os pequenos e, assim, prevenir os transtornos psíquicos que afetam tantas pessoas no mundo.

É bastante comum conhecer alguém ou nós mesmos termos algum sinal de ansiedade como medos e tensões exagerados, pessimismo e falta de controle sobre os pensamentos.

Por isso que nós do Clube Auge queremos mostrar que é possível mudar esse cenário. Acreditamos que a educação socioemocional é a principal ferramenta para aprimorar a relação da criança com o mundo.

Se despertarmos desde cedo nos pequenos a consciência crítica, o autocontrole, a criatividade, a empatia, a resiliência, a cidadania e a ética, vamos formar seres humanos melhores. E, assim, construir uma sociedade mais inteligente e saudável. Conheça mais sobre o Clube Auge clicando aqui.

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