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Alienação parental: o que é e como ela ocorre?

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Alienação parental: o que é e como ela ocorre?

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Não existe ex-pai nem ex-mãe. Quando o casal não se relaciona mais de maneira saudável e tem um filho, eles precisam se lembrar disso e respeitar os direitos e deveres de mãe e de pai. Porém, muitas vezes, não é isso o que ocorre e as crianças acabam sofrendo com a alienação parental.

Agressividade, depressão, ansiedade e dificuldade de aprendizagem são algumas de uma série de consequências psicológicas para crianças da alienação parental.

A alienação parental é um conceito que existe há muito tempo. Mas faz poucos anos que o assunto entrou em cena nos principais canais midiáticos do Brasil. Isso porque a conscientização dos processos psicológicos infantis começou a ser valorizada na cultura brasileira, garantindo maior visibilidade para o tema.

Mas, afinal, o que é alienação parental e como identificá-la? Esse processo tem como principal característica prejudicar a relação do filho com um dos genitores, desvinculando-o do núcleo familiar.

No entanto, para responder essa pergunta, é fundamental conhecer a fundo o conceito e suas principais características para saber como identificá-lo e, é claro, evitá-lo. Por isso, desenvolvemos este artigo com as principais informações sobre esse processo. Acompanhe!

 

O que é alienação parental?

Como comentamos, a alienação parental é um fenômeno social que gera uma relação familiar danosa. Um dos genitores tem como principal objetivo atribuir características negativas a outro familiar responsável pelos cuidados do filho. Em outras palavras, ela nada mais é do que a atitude de utilizar a criança ou o adolescente como um meio de agressividade direcionada ao outro.

Isso pode acontecer por diversos motivos, sendo que o mais frequente são os processos de separação entre os pais. Nesse sentido, é fundamental ter em mente que a alienação parental não diz respeito somente à ruptura dos laços parentais, mas de qualquer familiar que desempenhe a função de cuidados com a criança.

Você deve estar se perguntando: “então, em qualquer divórcio isso acontece?”. Na verdade, não ocorre sempre da mesma forma. Naqueles processos saudáveis de separação, ou seja, quando os pais estão conscientes de que querem prosseguir com o divórcio, é muito comum que os filhos fiquem protegidos e sofram menos com a situação.

Acontece que existem muitos casos que não apresentam o equilíbrio ideal entre as partes. Isso faz com que os pais utilizem seus filhos — muitas vezes de forma inconsciente — para interferir na vida do ex-cônjuge, dificultando o acesso à criança e negligenciando suas necessidades para acometer o genitor.

Como consequência, os vínculos entre os pais e filhos são enfraquecidos. Ao mesmo tempo, o pequeno sofre não só com o divórcio, mas também com o jogo psicológico que está acontecendo. Assim, não podemos negar que existem diversos efeitos decorrentes da alienação que prejudicam a qualidade de vida das crianças.

 

Quais são as condutas que a caracterizam?

No último tópico você aprendeu o que é alienação parental. Agora, vamos falar sobre o que caracteriza esse fenômeno. Afinal, muitos pais se questionam sobre a qualidade da educação que estão fornecendo aos seus filhos e confundem essas dificuldades com esse processo mais complexo e danoso.

Lembre-se de que o intuito de quem está realizando a alienação parental não é, necessariamente, colocar o bem-estar do pequeno em risco. Mas, sim, utilizar a criança como forma de gerar determinado mal para o genitor. Isso, muitas vezes, provoca sentimentos negativos nela e prejudica os laços parentais.

Para aprofundar ainda mais a sua compreensão, listamos a seguir as principais condutas que caracterizam o fenômeno. Confira!

 

Apresentar falsas denúncias contra o genitor

As falsas denúncias nada mais são do que mentiras contadas para as crianças sobre seus genitores. Um dos melhores exemplos para ilustrar tal conduta é quando uma família está passando por um processo de separação e um dos pais afirma que o seu conjugue não deseja ter o filho na sua casa, pois causará muitos problemas.

Ou, ainda, quando um dos genitores aponta que o seu parceiro não ama verdadeiramente seu filho. Quando essas afirmações são falsas, quem está realizando a alienação parental passa a ter uma relação de confidência com o pequeno, já que conta verdades ditas entre o casal e, ainda, distancia o filho de seu pai ou sua mãe.

 

Dificultar o contato do jovem com o genitor

Outra conduta muito comum nos processos de alienação é dificultar o contato do pequeno com um dos genitores. Nesses casos, podemos citar como exemplo a mudança de domicílio para um local remoto e, na maioria das vezes, sem justificativa. Além disso, existem casos de pais que trocam de número de telefone, bloqueiam o contato ou não passam as ligações para as crianças.

Para os filhos, essa atitude passa a impressão de que um dos seus pais não deseja contato com ele, enquanto que para o genitor essa ação provoca uma sensação de incapacidade de conversar com o pequeno e, ainda, a frustração de não conseguir realizar o contato.

 

Omitir informações ao genitor

Para finalizar, a omissão de informações para o genitor é uma das condutas que mais aparecem nesses fenômenos, principalmente nos processos de separação. Nesse caso, um dos pais opta por não compartilhar dados relevantes sobre a vida dos seus filhos, como as médias escolares e acompanhamentos médicos.

Como consequência, temos cônjuges desinformados que apresentam dificuldade em acompanhar o dia a dia dos filhos. Nesse sentido, ocorre um afastamento entre eles que pode ocasionar diversos sentimentos negativos, como a frustração, baixa autoestima e insegurança, tanto por parte do adulto quanto da criança.

 

Existem consequências psicológicas para a Alienação Parental?

Como você já deve ter percebido, as crianças que sofrem com a alienação parental acabam desenvolvendo uma série de dificuldades emocionais que comprometem a sua qualidade de vida. Afinal, os laços familiares são rompidos e uma das figuras parentais é excluída do sistema familiar.

Isso acaba gerando uma série de consequências psicológicas, tanto na vida do pequeno quanto no dia a dia do genitor que é impedido de formar uma boa relação com seu filho. Como exemplo, podemos citar os seguintes efeitos:

  • agressividade e impulsividade;
  • culpa;
  • depressão;
  • timidez e fobia social;
  • aumento dos medos;
  • perda da imunidade e somatização;
  • dificuldades de aprendizagem;
  • aumento das angústias e dos níveis de ansiedade.

 

Com esses fatores em mente, é fundamental pensar em estratégias para garantir que a alienação não ocorra. Assim, uma das melhores formas de garantir uma boa qualidade de vida para toda a família é investir em um acompanhamento psicológico para a criança e para os pais durante o processo de separação, bem como na guarda compartilhada, garantindo que todos os lados tenham direitos iguais.

Isso faz com que o pequeno crie diversas ferramentas psicológicas para lidar com a dificuldade de separação sem ser alvo de uma disputa entre as partes. Dessa maneira, o divórcio se torna um processo mais tranquilo e menos prejudicial para todos.

Você percebe como a alienação parental é um fenômeno complexo e que prejudica diversas histórias? No entanto, ainda que seja um desafio combater esse processo, conhecendo o seu conceito e sabendo identificar suas principais características, é possível criar estratégias para evitá-la e conquistar uma vida mais saudável em família.

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